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General sérvio declara-se inocente no julgamento sobre alegado golpe de Estado no Montenegro

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/09/2017 Administrator

Um general sérvio na reforma rejeitou hoje perante a justiça liderar um grupo de alegados golpistas pró-russos que pretendia derrubar o Governo do Montenegro, considerado demasiado próximo dos ocidentais e membro da NATO desde a primavera.

Bratislav Dikic declarou-se "não culpado" no início do seu julgamento em Podgorica, em conjunto com outros 14 suspeitos, incluindo os deputados montenegrinos Andrija Mandic e Milan Knezevic, dirigentes da oposição pró-russa.

Os dois parlamentares também têm reclamado a sua inocência e denunciaram um golpe promovido pelo poder.

"Nunca pertenci a nenhuma organização criminal e nunca pertencerei (...) tudo isto não passa de um conto de fadas. Espero que os responsáveis respondam por isto um dia", declarou Bratislav Dikic no tribunal.

No decurso do seu testemunho, este assumido opositor à presença da NATO nos Balcãs negou ter-se deslocado ao Montenegro com um objetivo criminal, mas antes para "rezar pela [sua] saúde no mosteiro de Ostrog".

Após ter sido adiado em julho, este julgamento foi transmitido em direto por todos os canais televisivos desta ex-república jugoslava, independente desde 2006.

Segundo o procurador, os arguidos terão planeado invadir o parlamento para proclamarem a sua vitória na noite das legislativas de 16 de outubro de 2016.

No decurso das investigações, as autoridades montenegrinas também se referiram a um alegado plano de assassínio do então primeiro-ministro, Milo Djukanovic.

Ainda segundo a acusação, o objetivo dos acusados consistia em impedir a integração na NATO deste pequeno país balcânico de 660.000 habitantes, maioritariamente eslavos e ortodoxos. Em 05 de junho, o Montenegro tornou-se formalmente no 29.º Estado-membro da aliança militar ocidental.

Entre os acusados, dois russos e dois sérvios estão a ser julgados à revelia. O julgamento vai ser retomado na manhã de quinta-feira.

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