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George Saunders é o segundo autor norte-americano a receber o Man Booker Prize

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/10/2017 Administrator

George Saunders tornou-se hoje o segundo autor norte-americano a receber o Man Booker Prize, pelo seu romance "Lincoln in the Bardo", no qual ficciona a história do sofrimento de Abraham Lincoln após a morte do filho.

"Lincoln in the Bardo" ("Lincoln no Bardo") é o primeiro romance do autor, nascido há 58 anos no Estado norte-americano do Texas, e atualmente a viver em Nova Iorque, que se tem distinguido na escrita de contos e ensaios.

O prémio tem o valor pecuniário de 50 mil libras esterlinas, cerca de 56,2 mil euros, e é atribuído pela segunda vez a um autor norte-americano, depois de Paul Beatty, no ano passado o ter conquistado, com "The Sellout" ("O Vendido", na tradução portuquesa).

"A forma e o estilo deste romance ['Lincoln no Bardo'], totalmente original, revela uma narrativa espirituosa, inteligente e profundamente emocionante. Este conto das almas assombradas, que ensombram a vida após a morte do jovem filho de Abraham Lincoln, paradoxalmente, cria uma evocação vívida e viva das personagens que povoam esse outro mundo", segundo o juri. A ação situa-se em 1862.

"'Lincoln in the Bardo' está enraizado e, paralelamente, joga com a História, explorando o significado e a experiência da empatia", afirma ainda o júri do Man Booker, que foi constituído pela baronesa Lola Young, antiga responsável pelo setor da Cultura da Autoridade da Área Metropolita de Londres, a crítica literária Lila Azam, a escritora Sarah Hall, o artista plástico Tom Phillips e o escritor de viagens Collin Thubron.

"Lincoln no Bardo" foi publicado este ano em Portugal pela Relógio d'Água. No seu sítio na Internet, o livro é caraterizado como o "trabalho mais original, transcendente e comovedor" do escritor. "A ação desenrola-se num cemitério e, durante apenas uma noite, a história é-nos narrada por um coro de vozes, que fazem deste livro uma experiência impar".

"Ousado na estrutura, generoso e profundamente interessado nos sentimentos", em "Lincoln no Bardo" Saunders "inventou uma nova forma narrativa, caleidoscópica e teatral, entoada ao som de diferentes vozes", escreve a editora.

O autor norte-americano foi distinguido, anteriormente, com os Prémios Folio e Story Prize pela sua antologia de contos "Dez de Dezembro" (Tenth of December"), o livro de estreia em Portugal do autor, que também inaugurou o catálogo da editora Ítaca, em 2016.

George Saunders participará, já laureado com o Man Booker Prize, na sessão New Statesman-Partner na livraria Foyles, da Charing Cross Road, em Londres, na próxima quinta-feira.

A cerimónia de anúncio do vencedor, à qual assistiu a duquesa da Cornualha, Camila Parker-Bowles, teve lugar no Guildhall, na capital britânica.

O autor, a par do romance vencedor do Man Booker e da coletânea "Dez de Dezembro", tem também publicado em Portugal o livro de contos "Pastorália", pela editora Antígona, desde o início deste ano.

Além de Saunders, a lista de finalistas do Prémio Man Booker incluía "4 3 2 1", de Paul Auster, "History of Wolves", de Emily Fridlund, "Exit West", de Mohsin Hamid, "Elmet", de Fiona Mozley, e "Outono", de Ali Smith.

Os livros de Paul Auster e Ali Smith também estão publicados em Portugal.

O britânico P.H. Newby com o romance "Something to answer for" foi o primeiro vencedor do então designado Booker Prize, em 1969.

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