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Giro: Dillier surpreendeu Stuyven para conseguir a melhor vitória da carreira

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/05/2017 Hugo Monteiro

Ciclista suíço Silvan Dillier (BMC) viu a bravura de andar 200 quilómetros em fuga recompensada com a vitória na sexta etapa da Volta a Itália.

O ciclista suíço Silvan Dillier (BMC) viu a bravura de andar 200 quilómetros em fuga recompensada com a vitória na sexta etapa da Volta a Itália, com Rui Costa a atacar na parte final, sem sucesso.

Os prognósticos estavam todos contra o quase desconhecido Dillier: nas pernas, o campeão suíço de contrarrelógio de 2015 levava o peso dos cerca de 200 quilómetros em fuga, atrás de si crescia o pelotão que, na inclinada aproximação à meta, reduziu drasticamente a diferença para os fugitivos, e ao seu lado, tinha o belga Jasper Stuyven, um craque do ciclismo, com uma ponta final veloz.

Contudo, o ciclista da BMC atreveu-se a lançar o sprint a 150 metros do risco de meta, deixando o polaco Lukas Pöstlberger (Bora-hansgrohe), o outro resistente da fuga do dia, pregado ao chão, e levando na roda o ciclista da Trek-Segafredo, que não conseguiu confirmar o seu favoritismo na chegada a Terme Luigiane, e permitiu que Dillier conquistasse a mais importante vitória da sua carreira, em 4:58.01 horas.

"Tinha esta etapa marcada, não há muitas ocasiões como esta", lamentou Stuyven, indicando que o final, uma subida de dois quilómetros com uma inclinação média de 5,3%, foi demasiado duro para si.

Eterno trabalhador de equipa, o corredor de 26 anos, que se tornou profissional em 2013, teve o seu momento de glória, depois de ter andado 200 dos 217 quilómetros entre Reggio e Terme Luigiane em fuga, na companhia de Stuyven, Pöstlberger, terceiro a 12 segundos, e também de Simone Andreetta (Bardiani CSF), que foi quarto a 26, e Mads Pedersen (Trek-Segafredo).

O quinteto, posteriormente reduzido a trio, abordou os derradeiros 50 quilómetros com cinco minutos de vantagem para o pelotão, comandado durante grande parte da jornada pela Cannondale-Drapac, e, à entrada dos 15 quilómetros finais, ainda tinha uma diferença de três minutos, que foram decaindo paulatinamente com as movimentações registadas lá atrás.

O português Rui Costa foi mesmo um dos grandes agitadores da parte final da sexta etapa, tentando saltar, sem sucesso, do grupo de favoritos, que cortou a meta a 39 segundos do duo da frente.

Os homens da geral, incluindo o camisola rosa, Bob Jungels, chegaram todos juntos, pelo que a classificação não registou qualquer alteração de relevo, com o luxemburguês da Quick-Step Floors a manter as diferenças para os seus perseguidores na geral e o português da UAE Team Emirates a preservar a 17.ª posição, a 46 segundos do líder.

© ALESSANDRO DI MEO/EPA

Jungels continua a ter o britânico Geraint Thomas (Sky) a seis segundos da 'maglia rosa', com o esquadrão dos candidatos, comandado pelo também britânico Adam Yates (Orica-Scott), a dez segundos.

Em dia de subida dos portugueses, José Gonçalves (Katusha-Alpecin), que foi 68.º, a 1.37 minutos de Dillier, saltou para a 60.ª posição da geral, a 14.47 minutos de Jungels, enquanto José Mendes (Bora-hansgrohe), 34.º na etapa, a 56 segundos do vencedor, é agora 91.º, a 24.27 minutos.

Na sexta-feira, os sprinters vão ter uma nova oportunidade na sétima etapa, uma ligação de 224 quilómetros entre Castrovillari e Alberobello.

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