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Governante angolano responsabiliza empresa por 46 meses de salários em atraso

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/07/2017 Administrator

O ministro da Construção de Angola, Artur Fortunato, responsabilizou a direção da Empresa Nacional de Pontes pelos 46 meses de salários em atraso aos trabalhadores, afirmando que a dívida do setor à firma já foi paga.

"Relativamente as dívidas que tem com o próprio setor já avançamos, já foi paga, esperamos que isso minimize de alguma forma a situação que se alastra e ver daqui para frente como é que se equacionará essa questão", disse.

Em declarações à imprensa, na terça-feira, em Luanda, o governante esclareceu não ser competência do ministério o pagamento dos salários, mas sim da direção da empresa, que "deve buscar rendimentos para sustentar as suas atividades".

"Mas, mesmo assim, estamos a trabalhar com o Ministério da Economia no sentido de tentar equacionar melhor esta questão já que é uma empresa do nosso setor, mas vamos acompanhar", explicou.

A Empresa Nacional de Pontes de Angola continua sem pagar aos cerca de 400 trabalhadores, que já somam 46 meses de salários em atraso.

A posição foi manifestada à Lusa pelo coletivo de trabalhadores daquela empresa pública, que estão a cumprir mais uma semana de vigília nas instalações da empresa, reclamando pelo pagamento dos salários e perante a promessa da administração, que previa liquidar os valores em atraso até à sexta-feira passada.

"A situação está crítica, lamentável. As pessoas dizem que a empresa tem dinheiro, mas a empresa não disponibiliza o dinheiro aos trabalhadores. Aqui estamos a morrer de fome", desabafou Manuel Jerónimo, de 38 anos.

Questionado pela Lusa sobre se a Empresa Nacional de Pontes se encontra em situação de insolvência e se a mesma poderá ser extinta, Artur Fortunato não avançou com uma decisão concreta, para já: "Na verdade, o setor que rege [a e empresa] é o da Economia, nós somos o setor de tutela, vamos tentar buscar uma equação melhor e não poderia avançar uma solução agora, mas com certeza estamos a trabalhar nesse assunto, juntamente com o Ministério da Economia", explicou.

Ainda de acordo com o governante, "a solução começa e passa pela própria empresa" e da parte do Governo será dado "o melhor encaminhamento possível".

Em declarações anteriores à Lusa, o diretor-geral da Empresa Nacional de Pontes de Angola, José Henriques, disse que o pagamento dos salários estava a ser feito de forma paulatina, assegurando que alguns pagamentos à empresa foram já concretizados.

"Estamos a trabalhar nisso. Eu vou pagar os salários mediante as receitas que eu for recebendo. Estamos a pagar", assegurou na altura.

Anteriormente, o responsável disse que a empresa começou a receber pagamentos em atraso de obras, o que permitiria liquidar salários em atraso até ao final da semana passada, o que não aconteceu.

Na província de Luanda "as verbas caíram do BPC [Banco de Poupança e Crédito], que está a transferir os valores para a nossa conta num banco comercial e então tão logo o banco nos confirme a receção dos valores vamos começar a processar os salários aqui", disse o administrador, na semana passada.

Acrescentou que as dificuldades salariais da empresa já se arrastam desde 2011 e que a grande condicionante da instituição tem sido a falta de empreitadas para dar suporte e cobrir os salários.

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