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Governo de Cabo Verde homenageia geração de artistas e criadores pelo contributo à cultura

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/10/2017 Administrator

O Governo cabo-verdiano distinguiu hoje personalidades de uma geração de artistas e criadores pelo seu contributo à cultura do país, em homenagens para assinalar o Dia da Cultura do país, celebrado a 18 de outubro.

As personalidades, entre escritores, artistas plásticos, pintores e músicos, foram selecionadas pelo seu contributo para o reconhecimento cultural do país a nível nacional e internacional.

Foram distinguidos com e medalha de mérito cultural de 1.º grau os artistas plásticos e pintores Abraham Levy Lima, David Levy Lima e KiKi Lima.

Os escritores e Osvaldo Osório e o linguista e ex-ministro da Cultura Manuel Veiga também foram galardoados com a "medalha de ouro", tal como o músico Humbertona.

Mesma distinção também para o músico, escritor e ex-ministro da Cultura, Mário Lúcio Sousa, e para os grupos musicais Os Tubarões, Bulimundo e Cabo Verde Show.

Já os músicos Manel de Candinho e Terezinha Araújo foram galardoados com a medalha de mérito cultural do 2.º Grau.

O Governo cabo-verdiano vai posteriormente organizar cerimónias semelhantes em São Vicente e Portugal, em data a indicar, para atribuir medalhas a mais personalidades, num total de 31.

Entre elas está o poeta Arménio Vieira, a cantora Sara Tavares e a artista plástica portuguesa Luísa Queirós (recentemente falecida), os músicos Mirri Lobo, Jorge Humberto, Teófilo Chantre, Gardénia Benrós, Teté Alhinho Toy Vieira, Leonel Almeida e Maria Alice.

Serão também distinguidos Carmem Souza, Voginha e o grupo musical Voz de Cabo Verde, a bailarina e coreografa Marlene Monteiro Freitas e os artistas plásticos Manuel Figueira, Joana Pinto e Bela Duarte.

Em representação do grupo hoje homenageado, o escritor Osvaldo Osório, que no próximo mês completa 80 anos, reconheceu o contributo de cada um dos distinguidos, considerando ser "gente que tem dado muito para o avançado da cultura cabo-verdiana".

Osvaldo Osório considerou que os historiadores deveriam também ser contemplados com as medalhas, por ser uma "área importantíssima para a compreensão do que passamos, fomos, somos e seremos".

Questionado sobre a sugestão, o ministro da Cultura e Indústrias Criativas, Abraão Vicente, disse que no próximo ano o Governo tentará versar mais para o lado da investigação, tal como aconteceu este ano com o linguista Manuel Veiga.

O ministro adiantou que se tratou da "primeira leva" de laureados e que todos os anos, por ocasião do 18 de outubro, serão feitas homenagens a personalidades que "tenham um "percurso consagrado".

O primeiro-ministro cabo-verdiano, Ulisses Correia e Silva, que entregou todas as medalhas, disse que se trata de "homenagens com justiça" e um estímulo para os criadores continuarem a fazer a cultura acontecer "sem receber nada em troca".

"Acho que é justo que o Estado possa, periodicamente, reconhecer e colocar na história e devemos coloca-lo mais do que nestes atos de homenagem. Precisamos de coisas que perenizem os homens e mulheres que fazem a cultura em Cabo Verde", disse o chefe do Governo.

Cabo Verde assinalou quarta-feira o Dia Nacional da Cultura, em que o patrono é o já falecido escritor, poeta e jornalista Eugénio Tavares.

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