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Governo e partidos gregos culpam Turquia por fracasso de negociação sobre Chipre

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/07/2017 Administrator

O governo grego e os principais partidos do país atribuíram hoje à intransigência da Turquia a responsabilidade pelo fracasso das negociações para a reunificação de Chipre.

Numa sessão do parlamento grego dedicada à avaliação da situação de Chipre, sublinharam também a sua vontade de que se continue a procurar uma solução no quadro das resoluções das Nações Unidas.

A última ronda de negociações inter-cipriotas, patrocinadas pela ONU, terminou na madrugada de sexta-feira sem acordo, devido às questões de segurança.

Chipre está dividida desde a invasão da parte norte da ilha pelo exército turco em 1974, numa reação a um fracassado golpe de Estado que pretendia a união do país à Grécia.

Desde então que a República de Chipre, admitida na União Europeia em 2004, apenas exerce a sua autoridade na parte sul da ilha (63% do território), onde habitam os cipriotas gregos.

Os cipriotas turcos estão concentrados na autoproclamada República Turca de Chipre do Norte (RTCN, apenas reconhecida por Ancara), e onde a Turquia mantém cerca de 35.000 soldados.

"Lutámos por uma solução a favor da totalidade do povo cipriota, para garantir que a segurança de uma comunidade não acontece em detrimento de outra", salientou o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras.

O chefe do governo grego acusou a Turquia de "não ter aceitado nenhuma solução que não contemplasse o seu direito de intervenção e determinasse a retirada das suas forças armadas de Chipre".

Tsipras defendeu a posição da Grécia e da República de Chipre, que pedem a eliminação da figura dos "países garantes" (da segurança, segundo a constituição cipriota de 1960: Grécia, Turquia e Reino Unido) e dos seus direitos de intervenção na ilha.

"Nenhum Estado membro da União Europeia pode ser soberano se um país terceiro tem direito de intervenção. E nenhum Estado membro da UE pode aceitar que um país terceiro tenha direito de intervenção noutro Estado membro", declarou Tsipras.

O primeiro-ministro grego afirmou, no entanto, que o fracasso das negociações na Suíça não representa o final dos esforços gregos para uma solução da questão cipriota, adiantando que esta é um "pilar da política externa" grega e que a Grécia está "disposta a retomar as negociações" a qualquer momento.

O líder do partido conservador Nova Democracia, Kyriakos Mitsotakis, qualificou de "anacrónica" a insistência turca em manter o estatuto de forças garantes e considerou que "o controlo geoestratégico de Chipre é o objetivo permanente da Turquia".

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