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Governo garante não usar dinheiros públicos para resolver crédito malparado na banca

Logótipo de O Jogo O Jogo 05/07/2017 Administrator

O secretário de Estado adjunto e das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, recusou hoje a injeção de dinheiros públicos para resolver o problema do crédito malparado na banca portuguesa.

"Não se trata de nenhum 'banco mau'. Não há nenhuma utilização de dinheiros públicos para constituição de um veículo de recuperação de ativos. É isso que é um 'banco mau'", recusou Ricardo Mourinho Félix.

O secretário de Estado respondia aos deputados na última audição regimental dos responsáveis do Ministério das Finanças na comissão parlamentar de Orçamento, Finanças e Modernização Administrativa desta sessão legislativa.

"Um 'banco mau' podia ter sido feito no Programa de Ajustamento Económico e Financeiro (PAEF), quando existiam fundos do programa para se criar um veículo para a recuperação de crédito malparado", considerou.

Hoje, o vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), Vítor Constâncio, publicou um artigo de opinião no Jornal de Negócios, defendendo uma "estratégia europeia coordenada" para os créditos não performativos.

"É, por conseguinte, essencial encontrar uma solução para o problema dos NPL, mas temos de reconhecer que levará algum tempo e não é provável que um único instrumento se revele como panaceia. Pelo contrário, será necessária uma estratégia abrangente, que envolva uma panóplia de instrumentos", afirma Vítor Constâncio.

Para o vice-presidente do BCE, "um aspeto fundamental dessa estratégia será alinhar os incentivos entre as partes envolvidas: instituições de crédito, investidores e autoridades".

"Vários instrumentos parecem particularmente promissores. As sociedades nacionais de gestão de ativos, se corretamente concebidas, têm sido bem-sucedidas a libertar os bancos do problema dos NPL e a recuperar o valor dos ativos. A elaboração de um plano para as sociedades nacionais de gestão de ativos na área do euro - essencialmente, um manual sobre a criação de uma sociedade de gestão de ativos - permitiria às autoridades poupar tempo e dinheiro", lê-se no artigo.

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