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Governo moçambicano diz que ProSavana não vai impor monoculturas aos camponeses

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/10/2017 Administrator

O programa de desenvolvimento agrário dos governos de Moçambique, Brasil e Japão (ProSavana) vai respeitar as culturas alimentares e sem impor monoculturas, assegurou hoje o coordenador da iniciativa no Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar moçambicano. "Não está previsto o desenvolvimento de monoculturas, é um equívoco, está previsto o melhoramento do rendimento dos camponeses naquelas unidades agrícolas", afirmou António Limbau, em declarações ...

O programa de desenvolvimento agrário dos governos de Moçambique, Brasil e Japão (ProSavana) vai respeitar as culturas alimentares e sem impor monoculturas, assegurou hoje o coordenador da iniciativa no Ministério da Agricultura e Segurança Alimentar moçambicano.

"Não está previsto o desenvolvimento de monoculturas, é um equívoco, está previsto o melhoramento do rendimento dos camponeses naquelas unidades agrícolas", afirmou António Limbau, em declarações aos jornalistas, à margem III Conferência Triangular dos Povos de Moçambique, Brasil e Japão, que junta a partir de hoje, em Maputo, organizações não-governamentais que contestam o ProSavana.

Segundo António Limbau, a iniciativa tripartida vai preservar as culturas alimentares que estão a ser produzidas pelos camponeses.

Limbau negou as acusações das ONG de que o ProSavana vai resultar em usurpação de terra dos camponeses do Corredor de Nacala, uma extensa área que cobre províncias das regiões centro e norte de Moçambique.

"A terceira fase do ProSavana é a elaboração do plano diretor, que não existe, consequentemente não é possível dizer que haverá usurpação de terras", disse António Limbau.

Neste momento, prosseguiu Limbau, o ProSavana encontra-se na fase de cooperação técnica, que consiste no desenvolvimento de tecnologias que poderão ser utilizadas durante a implementação do programa, afirmou o coordenador do programa.

Seguidamente, o projeto passará pela fase de experiências dos vários modelos de desenvolvimento agrário que existem em Moçambique, para a identificação do melhor padrão para o ProSavana.

Organizações da sociedade civil de Moçambique, Brasil e Japão estão reunidas desde hoje em Maputo para reiterar a rejeição ao ProSavana.

Em declarações aos jornalistas, Vanessa Cabanelas, coordenadora para a Terra, Ecossistemas e Meios de Subsistência da Justiça Ambiental, ONG moçambicana, afirmou que o ProSavana vai resultar na usurpação de terra dos camponeses e na fome, pois vai assentar no agro-negócio e será um sistema de monoculturas em largas extensões de terra.

"Não é para produzir comida para Moçambique, não vai assegurar a soberania alimentar de Moçambique, mas sim a exportação de produtos, como soja", concluiu.

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