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Governo: Quercus congratula-se com nome de Miguel Freitas para a pasta das florestas

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/07/2017 Administrator

A Quercus congratulou-se hoje com a escolha do novo secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, Miguel Freitas, que espera que seja "uma lufada de ar fresco na política florestal do país".

Miguel Freitas vai ocupar o lugar que era de Amândio Torres e vai assumir a pasta das Florestas e do Desenvolvimento Rural em pleno verão, numa altura em que o incêndio que deflagrou em junho em Pedrógão Grande colocou a gestão florestal no centro da agenda política e mediática.

Em comunicado hoje emitido, a associação ambiental diz esperar que o secretário de Estado "acolha favoravelmente as propostas apresentadas pela Quercus", em particular, as relacionadas com "a diminuição de área com eucalipto, a promoção de plantações de folhosas autóctones de baixa combustibilidade, a instalação de faixas de folhosas ao longo das estradas e o emparcelamento da propriedade florestal".

A Quercus também deixa uma palavra a Amândio Torres, responsável pela pasta até agora e que está entre os governantes que deixa o executivo de António Costa na remodelação provocada pelo caso das viagens a França pagas pela Galp a secretários de Estado por ocasião do campeonato europeu de futebol de 2016 e que acabou por afastar mais governantes além dos três envolvidos nesta polémica.

Sublinhando que Amândio Torres "teve um papel importante na produção da legislação contra a liberalização das plantações de eucaliptos" e que "foi um dos poucos políticos que fez frente aos 'lobbies' da indústria de celulose e eucaliptos, a Quercus lamenta que tenha sido "vítima das circunstâncias".

A associação de defesa do ambiente entende que o ex-secretário de Estado das Florestas "não resistiu, como responsável político, às tragédias provocadas pelos incêndios florestais que ocorreram este ano", referindo-se ao incêndio que deflagrou em junho em Pedrógão Grande e que matou 64 pessoas.

Nascido em Moçâmedes, Angola, em 1960, o novo secretário de Estado das Florestas é licenciado em Engenharia Agrícola pela Universidade de Évora (1990) e tem um mestrado na área das frutas e legumes, certificado pela École National Supérieure Agronomique de Montpellier, em França (1994), sendo desde 1991 professor na Universidade do Algarve.

Entre 1996 e 1998, foi diretor regional de Agricultura do Algarve, nos dois anos seguintes foi diretor-geral do Desenvolvimento Rural e presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento da Iniciativa Comunitária LEADER II, tendo depois, entre 2000 e 2003, sido vice-presidente da Comissão de Coordenação da Região do Algarve.

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