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Governo são-tomense diz desconhecer origem de gasóleo extraído em terra pela população

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/10/2017 Administrator

O governo são-tomense mandou isolar uma área de cerca de três hectares de terra para impedir a extração de gasóleo refinado no subsolo, cuja origem é desconhecida, anunciou hoje à imprensa o ministro das Infraestruturas, Recursos Naturais e Energia.

"Dos trabalhos que fizemos até agora, em colaboração com outros setores envolvidos, nomeadamente a Empresa de Água e Eletricidade (Emae), Direção-geral do Ambiente e a Empresa Nacional de Combustíveis e Óleos (ENCO) ainda não foi possível detetar a proveniência deste combustível", disse Carlos Vila Nova.

Há uma semana populares de algumas localidades do distrito de Lobata iniciaram o garimpo de gasóleo em locais perto da principal central elétrica do país, situada em Santo Amaro, cerca de sete quilómetros a norte da capital e a quatro do aeroporto internacional de São Tomé.

Carlos Vila Nova visitou a Central de Santo Amaro e constatou que o sistema de armazenamento do combustível seria a primeira suspeita.

"Pelo que nós conseguimos apurar até agora, não há fuga de combustível no grande reservatório de combustível" da central, salientou o ministro.

Cerca de duas semanas depois de populares terem descoberto e começarem a extrair o gasóleo refinado no subsolo, as autoridades ainda não conseguiram apurar a proveniência do gasóleo que está a ser garimpado pela população no bairro Saton, perto do aeroporto.

O governo manifesta-se preocupado com a proveniência desse combustível e diz que as averiguações vão continuar até que se descubra donde provem o gasóleo que a população está a extrair em quantidades que atingem até 400 litros diários, escavando buracos a uma profundidade de apenas 60 a 70 centímetros.

"Vamos continuar a trabalhar", referiu o ministro Carlos Vila Nova, depois de ouvir as explicações de técnicos da central de Santo Amaro, local onde recaiu as primeiras suspeitas de vazamento do combustível.

"Temos um reservatório principal de 200 mil litros, temos um segundo reservatório que chamamos de diário e a partir daí temos a nossa canalização metálica que alimenta os grupos geradores", explicou Selby Ramos, gestor da central de Santo Amaro.

"Todo o nosso sistema de tubagem é visível, temos uma parte de tubagem que passa no subsolo mas tem câmaras de visita que são inspecionadas. A maior parte da tubagem é aérea e é fácil detetar qualquer fuga de combustível, a qualquer instante", acrescentou.

Numa área de cerca de três hectares em volta desta central, dezenas de populares fazem pequenas escavações para extraírem esse combustível para comercialização.

Fonte da direção geral do turismo também manifesta-se preocupado com o solo em volta da central, sublinha que um riacho que passa perto do local "está totalmente contaminado" e "nele já não existem peixes, camarão e outros".

O governo alerta que esse produto que está a ser extraído e comercializado pela população é "um gasóleo destrutivo" e apelou para que não seja usado.

"Temos em mãos o relatório da ENCO, empresa com a qual nós estamos a trabalhar, eles dizem que é um produto contaminado, muito próximo do limite máximo de contaminação", suscetível de "danificar qualquer tipo de equipamento".

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