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Governo turco despede por decreto 928 funcionários públicos e fecha jornais

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/08/2017 Administrator

O governo da Turquia emitiu hoje decretos que ordenam o despedimento de 928 funcionários públicos, o encerramento de dois jornais pró-curdos e a constituição de um órgão de coordenação dos serviços secretos, sob o controlo do presidente Erdogan.

As medidas publicadas hoje no Boletim Oficial enquadram-se na situação de emergência em vigor desde julho de 2016 e que permite ao executivo governar por decretos que são apenas debatidos no Parlamento 30 dias após terem sido aprovados.

De acordo com o decreto publicado hoje, 928 funcionários públicos são despedidos por ligações a "organizações terroristas", estruturas ou grupos considerados perigosos para a segurança nacional.

Entre os despedidos contam-se 205 militares, 120 funcionários do Ministério da Justiça, 120 académicos, sobretudo do sul da Turquia onde se concentra a população de origem curda.

As 928 pessoas abrangidas pela medida juntam-se aos 140 mil funcionários públicos que foram suspensos ou despedidos durante o último ano e que foram acusados de pertencerem à guerrilha curda do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) ou à irmandade de Fethullah Gulen, acusado pelo governo de ter organizado a intentona do ano passado.

Por outro lado, os decretos anunciam a contratação de 32 mil novos membros das Forças Armadas e quatro mil juízes.

A oposição turca acusa o Partido da Justiça e Desenvolvimento (AKP), no poder, de governar por decretos, evitando qualquer controlo parlamentar.

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