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Grécia: O turismo que cresceu durante a crise

Logótipo de O Jogo O Jogo 14/07/2017 Administrator

O turismo na Grécia é dos poucos setores económicos que escapou à profunda depressão e manteve um crescimento constante desde 2013, com uma previsão de 30 milhões de visitantes, o triplo da população do país, para 2017.

No seu gabinete no centro de Atenas, a ministra do Turismo, Elena Kountoura, ex-modelo internacional e membro do partido da direita soberanista Gregos Independentes (Anel), integrado na coligação no poder liderada pelo Syriza, transmite confiança.

Promover a imagem de um "país seguro, bonito e amigável" foi uma das receitas aplicadas, através da adoção de novas políticas centradas em cinco vetores.

"Prolongámos a estação turística, introduzimos novos destinos, abrimos novos mercados como a China, Médio Oriente, EUA e Rússia, e promovemos o turismo temático: religioso, desportivo, de saúde, de convenções, de mergulho... Temos um complexo de centenas de ilhas, o que ajuda", referiu.

A indústria do turismo representa atualmente 20% do PIB grego e garante empregos diretos e indiretos a um milhão de pessoas, com a tendência de passar de fenómeno sazonal a uma atividade que se prolonga por todo o ano.

"A nossa estratégia é tornarmo-nos num destino de 365 dias por ano. Promovemos o nosso país a nível mundial, reforçámos a imagem da Grécia. Setembro, outubro e novembro passados foram os melhores de sempre. Tivemos um forte crescimento, foi uma boa aposta nacional e as medidas de austeridade não tiveram qualquer impacto no nosso turismo", assinala.

Esta atividade também tem beneficiado da instabilidade regional, da Turquia ao Médio Oriente e norte de África, com a promoção a ser enquadrada pelo GNTO, o organismo oficial do turismo helénico.

"Em 2016 enfrentámos novos problemas, incluindo mudanças geopolíticas. Os turistas têm de ter uma boa psicologia para trabalhar. Promovemos uma forte imagem da Grécia e convencemos que era um país seguro, atraente. E de 26 milhões [de turistas] em 2015, subimos para 28 milhões em 2016".

Elena Kountoura garante que o prolongamento da estação turística a todo o ano pôs fim ao trabalho temporário, tornando-se uma ocupação permanente. Nos primeiros cinco meses de 2017, indicou, foram criados 240.000 novos postos de trabalho, o que não sucedia há 17 anos.

"No período do inverno, desde janeiro de 2017, regista-se uma taxa de ocupação dos hotéis entre 85% e 95%. Mas no verão, que começa no início de junho e vai até outubro, a taxa de ocupação é total. Pensamos que 2017 será o melhor de sempre", exulta.

A área dos cruzeiros também tem sido reforçada, com um aumento da procura, numa altura em que os operadores internacionais estão a evitar a Turquia e países do norte de África que eram destino tradicional deste segmento, com destaque para o Egito.

"Estabelecemos acordos com grupos europeus, e registou-se um aumento de 20% dos cruzeiros para o leste do Mediterrâneo. De momento, o setor privado não quer ir para o Egito", confirma.

Apesar de uma forte promoção na China, Médio Oriente (Arábia Saudita, Emirados), e na Índia, o mercado europeu, incluindo a Rússia e norte-americano (Estados Unidos e Canadá) mantêm a primazia.

O maior número de turistas que a Grécia recebe é proveniente da Alemanha, seguido do Reino Unido, Escandinávia, França, Itália e Rússia.

"A Alemanha ama a Grécia", comenta a ministra. "Mas as medidas têm de ser passo a passo, também precisamos de equilíbrio".

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