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Greve dos trabalhadores do Dia/Minipreço encerrou 80 a 90 lojas - sindicato CESP

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/08/2017 Administrator

O sindicado do comércio, escritórios e serviços (CESP) avançou hoje que a greve dos trabalhadores dos supermercados Dia/Minipreço, na quarta-feira, teve adesão superior a 50% e levou ao encerramento de 80 a 90 lojas.

"A adesão à greve foi superior a 50% e estiveram 80 a 90 lojas fechadas em todo o país, e muitas mais funcionaram com horário reduzido", disse à agência Lusa Pedro Ramalho, do CESP - Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal, ligado à CGTP.

O protesto convocado por aquele sindicato, com ações em vários dias nos supermercados, escritórios e armazéns, pretende lutar contra a discriminação salarial e o assédio moral que diz existir na cadeia Dia Portugal Supermercados (lojas Dia/Minipreço e Clarel).

Pedro Ramalho salientou que a empresa "não está disponível para negociar" e, findo este período de protesto, a direção do sindicato irá avaliar a situação e decidir se avança com outras ações de luta e quais.

Além da paralisação nas lojas, o CESP organizou ao longo de vários dias greves e concentrações nos vários armazéns da Dia Portugal Supermercados, como em Vialonga, em Alverca, Valongo e Zibreira, em Torres Novas, distrito de Santarém.

Em Torres Novas, nos quatro dias, "a adesão foi positiva todos os dias, com especial incidência ontem [quarta-feira], em que a greve atingiu 50% a 60%, no turno da manhã, e 30% a 40%, no turno da tarde", disse à Lusa Valter Ferreira, também do CESP, acrescentando haver hoje uma redução, "não chegando a 40% de manhã e esperando-se cerca de 20% de tarde".

"A ação [sindical] foi muito positiva, os trabalhadores estão disponíveis para participar e lutar pelo que se propuseram fazer", realçou aquele sindicalista.

Questionado sobre a existência de uma resposta da parte da Dia Portugal, Valter Ferreira referiu que "não houve reação direta, dirigida ao sindicato, mas nos locais de trabalho registaram-se comportamentos que não foram os mais corretos, como pressão sobre funcionários para trabalharem horas extraordinárias ou em dia de folga para substituição de colegas em greve".

Esta atitude "não está de acordo com a lei", salientou, acrescentando que o sindicato já pediu a intervenção da Autoridade para as Condições de Trabalho (ACT).

A greve foi convocada pelo CESP que acusa a cadeia das lojas Dia/Minipreço e Clarel de "discriminação salarial", considerando que "continua a haver diferenças salariais gritantes entre trabalhadores com a mesma categoria profissional e antiguidade".

O sindicato fala ainda de "situações de assédio moral" no grupo de supermercados, onde diz existirem constantes ameaças de despedimento, tentativas de impedimento da conciliação da vida familiar com a vida profissional, limitação do direito à greve, abusos de autoridade e ameaças de alterações de horários e de transferência de local de trabalho.

A Lusa pediu um comentário à empresa Dia Portugal Supermercados que referiu que "não tem ainda números consolidados sobre os efeitos da greve".

O Minipreço tem "mais de 575 lojas" e três armazéns, segundo a informação disponível na sua página na internet.

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