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Grupo de cinco partidos da Guiné-Bissau propõe novo Governo integrado por tecnocratas

Logótipo de O Jogo O Jogo 11/07/2017 Administrator

Um grupo de cinco partidos, sem assento no Parlamento da Guiné-Bissau, propôs hoje a demissão do atual governo do país e a nomeação de um novo executivo, constituído apenas por tecnocratas para acabar com o impasse político.

Silvestre Alves, porta-voz do grupo, defendeu que o Movimento Democrático Guineense (MDG), por si liderado e outras quatro formações políticas entendem ser esta "a melhor via para desempatar a crise política" que afeta a Guiné-Bissau há cerca de dois anos.

Além do MDG, subscrevem a proposta, a Aliança Socialista Guineense (ASG), o Partido Social Democrata (PSD), o Partido dos Trabalhadores da Guiné-Bissau (PT) e o Partido Africano para a Liberdade, Organização e Progresso (PALOP).

Na opinião destas cinco formações políticas, o país encontra-se "num autêntico imbróglio" e apenas um governo integrado por tecnocratas, figuras sem vínculos conhecidos aos partidos, seria capaz de mudar a situação.

"Esse governo de transição teria como mandato arrumar a casa", que passaria pela regularização da administração pública, promover reformas do quadro legal do país e realizar eleições legislativas em 2018.

Seria um governo "a ser fiscalizado" por um gabinete integrado por representantes dos cinco partidos com assento no Parlamento e ainda um elemento da presidência da República, explicou Silvestre Alves.

O grupo antevê dificuldades para que haja um entendimento "no que quer que fosse" entre os atuais atores políticos guineenses.

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