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Grupo extremista Estado Islâmico reivindica atentado que fez quatro mortos e 39 feridos na Líbia

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/10/2017 Administrator

O ramo líbio do grupo extremista Estado Islâmico (EI) reivindicou o atentado suicida que hoje fez pelo menos quatro mortos e 39 feridos no tribunal da cidade de Misrata, no norte da Líbia.

Num comunicado difundido através da agência Amaq, órgão de propaganda do EI, a organização escreve: "Os nossos soldados atacaram o edifício".

Fontes dos serviços de segurança, citadas pela agência France-Presse (AFP), disseram que um bombista suicida se fez explodir no interior do complexo de tribunais, um edifício no centro da cidade sob o controlo das forças leais ao Governo de União Nacional (GNA) reconhecido pela comunidade internacional.

O atentado coincidiu com a chegada de detidos extremistas islâmicos que deveriam ser presentes ao Ministério Público, segundo a agência de notícias líbia, Lana, citada pela AFP.

"Um grupo de três homens pertencentes ao Estado Islâmico cometeram um atentado suicida contra o complexo de tribunais em Misrata, matando quatro pessoas", disse à AFP o general Mohammad Al-Ghassri, porta-voz das forças do GNA.

Os três homens saíram do veículo, um primeiro conseguiu entrar no edifício e fazer-se explodir", disse, acrescentando que as autoridades abateram o segundo e detiveram o terceiro.

Segundo as forças pró-GNA, uma troca de tiros decorreu durante 20 minutos após a explosão entre as forças de segurança e os jihadistas.

As milícias de Misrata, cidade situada 200 quilómetros a leste de Tripoli, são as mais bem armadas do país, dispondo inclusive de aviões MiG e de helicópteros de ataque.

O novo emissário da ONU para a Líbia, Ghassan Salamé, que chegou na terça-feira ao país, condenou o atentado e enviou condolências às famílias.

A Líbia está mergulhada no caos desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011.

Dois governos disputam atualmente o poder: por um lado o GNA, reconhecido pela comunidade internacional e sediado em Tripoli; pelo outro uma autoridade que exerce o poder no leste do país, com o apoio do poderoso e controverso marechal Khalifa Haftar.

O Estado Islâmico aproveitou o caos para se estabelecer em Sirte em junho de 2015, mas o o GNA, apoiado por milícias de Misrata e com o apoio aéreo norte-americano, retomou esta cidade em dezembro de 2016.

O ataque de hoje ocorreu 24 horas depois de a aliança de milícias sob o controlo de Misrata ter anunciado o destacamento de dezenas de homens na periferia da vizinha Sirte devido ao aumento da ameaça dos extremistas islâmicos.

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