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Grupo Impresa reduz prejuízos até setembro para 165 mil euros

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/10/2017 Administrator

Os prejuízos da Impresa nos primeiros nove meses do ano atingiram os 165 mil euros, uma melhoria face aos 585 mil euros negativos registados em igual período do ano passado, anunciou hoje a dona da SIC.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a Impresa refere que o resultado líquido no terceiro trimestre foi negativo em 250 mil euros, o que compara com 1,8 milhões de euros de prejuízos registados no período homólogo de 2016.

Entre janeiro e setembro, as receitas consolidadas decresceram 2,3% face ao ano anterior para 146,4 milhões de euros.

No terceiro trimestre, as receitas totais subiram 4,3% para 47,2 milhões de euros, "impulsionadas pelo crescimento em 10,5% das receitas de publicidade, reflexo transversal a todas as áreas do grupo, e pelo aumento das receitas de circulação", refere a empresa liderada por Francisco Pedro Balsemão.

Nos nove primeiros meses do ano, o resultado antes de impostos, juros, amortizações e depreciações (EBITDA) desceu 1,3% para 8,6 milhões de euros, enquanto o resultado ajustado dos custos de reestruturação aumentou 6,2% para 10,3 milhões de euros.

"O EBITDA consolidado no terceiro trimestre atingiu 2,5 milhões de euros, o que representa um ganho de 833% em relação ao EBITDA do período homólogo do ano passado, com ganhos refletidos em todos os segmentos do grupo", acrescenta.

Os custos operacionais recuaram 2,3% até setembro, para 137,8 milhões de euros, e "sem os custos de reestruturação a descida teria sido de 2,9%". Já no terceiro trimestre desceram 0,6%, para 44,7 milhões de euros.

A dívida remunerada líquida, incluindo locações financeiras, diminuiu 7,9 milhões de euros, para 192,6 milhões de euros.

No que respeita às receitas, as de televisão recuaram 2,2% até setembro, para 111 milhões de euros, "afetadas principalmente pela forte quebra das receitas com IVR [chamadas de valor acrescentado]".

No entanto, no terceiro trimestre, as receitas da SIC subiram 4,8% para 35 milhões de euros.

"Esta subida explica-se essencialmente pelo crescimento das receitas de publicidade, o que compensou o desempenho menos positivo das outras áreas", explica a Impresa.

No grupo de canais SIC, as receitas de publicidade ascenderam a 21,3 milhões de euros, mais 10,5% em termos homólogos. "Para esta 'performance' positiva é de registar o desempenho do canal generalista, o comportamento dos canais temáticos, bem como das receitas relacionadas com as comemorações dos 25 anos da SIC".

Já nos primeiros nove meses do ano, as receitas publicitárias da SIC aumentaram 4,1% para 69,5 milhões de euros.

"As receitas de subscrição geradas pelos oito canais da SIC, distribuídos por cabo e satélite, em Portugal e no estrangeiro, desceram 0,7% no terceiro trimestre de 2017, para 10,7 milhões de euros", refere a Impresa.

Esta diminuição "deve-se à evolução negativa das receitas dos mercados externos, resultante da recente desvalorização do dólar, que o crescimento do mercado doméstico não compensou. Em termos acumulados, no final de setembro, as receitas totais registaram uma queda de 0,5% para 32,4 milhões de euros".

Relativamente às receitas de IVR (chamadas de valor acrescentado), no terceiro trimestre recuaram 12,4% para 2,2 milhões de euros e nos nove primeiros meses do ano diminuíram 41,9% para 6,3 milhões de euros, "ainda como consequência do fim do programa 'Portugal Em Festa', em maio de 2016".

As restantes receitas desceram 5,5% no terceiro trimestre, para 900 mil euros.

Os custos operacionais da televisão desceram 0,5% até setembro (para 101,8 milhões de euros) e subiram 0,3% (32,8 milhões de euros) no terceiro trimestre.

O EBITDA da televisão caiu 17,3% até setembro, para 9,2 milhões de euros, e aumentou 212,2% no terceiro trimestre, para 2,1 milhões de euros.

"O EBITDA ajustado [até setembro] dos custos com reestruturação fixou-se em 10,7 milhões de euros, o que representa uma descida de 5,5% em termos homólogos".

As receitas de 'publishing' caíram 3,7% até setembro (34 milhões de euros) e subiram 2,5% no terceiro trimestre (11,7 milhões de euros).

As receitas totais de publicidade subiram 2,8% até setembro, para 84,4 milhões de euros, enquanto no terceiro trimestre o aumento foi maior - de 10,5% para 26,4 milhões de euros.

No que respeita as receitas de circulação, estas subiram 0,9% (17,4 milhões de euros) até setembro e aumentaram 1,8% (6,2 milhões de euros) no terceiro trimestre.

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