Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Guerrilha colombiana ELN reconhece ter matado governador indígena

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/10/2017 Administrator

O Exército de Libertação Nacional (ELN), a única guerrilha ativa na Colômbia, reconheceu no domingo ter matado um governador indígena no noroeste do país, na primeira violação do acordo de cessar-fogo bilateral com Bogotá.

Aulio Isarama Forastero, governador da reserva indígena Catru Dubaza Ancoso de Alto Baudo, no departamento de Chocó, foi morto na terça-feira, dia 24.

A Organização Nacional dos Indígenas da Colômbia (ONIC) anunciou o assassínio no dia seguinte, atribuindo-o ao ELN.

A guerrilha de origem guevarista reconheceu a responsabilidade num comunicado divulgado no domingo: "Nós lamentamos profundamente o ocorrido e pedimos perdão por esse facto doloroso para a família e próximos".

Segundo a ONIC, o governador "realizava atividades na comunidade quando cinco homens armados, com uniformes do ELN, (...) o ameaçaram e levaram-no sob o pretexto de falar com os seus chefes".

"Cerca de duas horas depois, a comunidade ouviu disparos, acreditando que foi nesse momento que o chefe indígena foi morto. Mais tarde, o grupo armado avisou a comunidade para ir recuperar o corpo", indicou.

No comunicado, o ELN facultou uma versão diferente, declarando ter interpelado o governador para o interrogar sobre alegadas ligações com "a inteligência militar" colombiana e que, "a caminho do interrogatório", o governador "recusou-se a andar e atirou-se contra um dos guerrilheiros, com o trágico desfecho que conhecemos".

"Em nenhum momento foi dada uma ordem ou autorização para atentar contra a integridade física" do governador, assegurou o ELN no comunicado citado pela agência noticiosa France-Presse.

A morte do governador constitui a primeira violação do cessar-fogo bilateral entre o ELN e o Governo do Presidente colombiano, Juan Manuel Santos, que entrou em vigor em 01 de outubro no quadro das conversações de paz que decorrem há meses em Quito, no Equador.

O ELN, com cerca de 1.500 combatentes segundo as estimativas oficiais, controla Chocó, o departamento mais pobre do país e um dos seus principais feudos.

Após o acordo assinado com a antiga guerrilha Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), em novembro de 2016, o Governo tenta alcançar a "paz plena", negociando um pacto similar com o ELN para pôr termo a mais de meio século de conflito armado.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon