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Guias intérpretes israelitas com atividade ilegal em Portugal - sindicato

Logótipo de O Jogo O Jogo 20/07/2017 Administrator

O sindicato nacional dos guias intérpretes queixou-se hoje de que há cidadãos israelitas a exercerem ilegalmente aquela atividade em Portugal, uma vez que apenas detêm vistos de turistas.

Em comunicado enviado à Lusa, o Sindicato Nacional da Actividade Turística, Tradutores e Intérpretes (SNATTI) disse que apresentou "uma denúncia ao Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) e à Autoridade para as Condições no Trabalho (ACT) sobre a usurpação de funções de guia intérprete por parte de cidadãos de nacionalidade israelita".

Este comportamento, segundo o SNATTI, ocorre "semanalmente desde maio e, no Porto, trabalham diariamente entre sete e oito guias intérpretes israelitas".

Na nota enviada à Lusa, o sindicato explica que "apesar do aparatoso controlo policial à chegada ao território nacional, as autoridades portuguesas estão a permitir que alguns destes 'turistas' estejam a trabalhar ilegalmente em Portugal, exercendo uma atividade económica não declarada no seu pedido de entrada nas fronteiras nacionais".

Segundo o comunicado, os guias entram como "turistas" e atuam como "guias intérpretes", sendo possível vê-los a "trabalhar no Porto e em Lisboa, mas também em Guimarães, Belmonte, Batalha, Alcobaça, Tomar e Sintra", cidades que normalmente integram o circuito pelo país dos turistas de Israel.

"Identificámos os operadores turísticos israelitas que com um maior volume de turistas, nomeadamente a Flying Carpet e a ESTHE e os correspondentes agentes de viagem nacionais", desvenda o SNATTI sobre a denúncia apresentada às autoridades portuguesas.

Do mesmo modo, aquele sindicato diz ter "identificadas as empresas transportadoras", tendo enviado às autoridades "uma listagem com os nomes dos cidadãos israelitas que usurpam as funções de guia intérprete aos cidadãos nacionais devidamente qualificados para a atividade".

Continuando a aguardar pela resposta das entidades contactadas, o SNATTI reivindica que "as entidades e pessoas identificadas nesta denúncia, sejam alvo de ação punitiva" e que a "prática zeladora, em última estância, do Estado português, cesse definitivamente".

Contactados pela Lusa, nem o SEF nem a ACT se mostraram disponíveis para prestar esclarecimentos até às 15:00 de hoje.

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