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Guiné Equatorial fica em recessão até 2020 sem alternativas viáveis - Economist

Logótipo de O Jogo O Jogo 01/10/2017 Administrator

A Economist Intelligence Unit (EIU) prevê que a Guiné Equatorial continue em recessão até pelo menos ao final da década e defende que os setores dos serviços e dos petroquímicos são o melhor caminho para a diversificação económica.

"Dada a falta de investimento público e privado na economia não petrolífera, a que se junta o declínio estrutural do setor do petróleo, não esperamos que a Guiné Equatorial saia da recessão a médio prazo", escrevem os peritos da unidade de análise da revista britânica The Economist.

Numa análise à economia e aos setores que podem garantir a diversificação económica, enviada aos investidores e a que a Lusa teve acesso, a EIU salienta que o setor dos serviços e a indústria petroquímica são as melhores opções para o país liderado há quase 40 anos por Teodoro Obiang.

"O setor industrial devia, em tese, ser a fonte mais viável de crescimento a longo prazo, já que, apesar de haver muitos projetos tipo 'elefantes brancos', os investimentos do Governo deixaram o país com infraestruturas melhores do que as dos seus parceiros da África Central", diz a EIU.

No entanto, "o potencial para o agro-processamento deverá provavelmente ser minado pela insuficiência no fornecimento de produtos minerais em bruto", a que se junta a falta de apetência dos investidores para investirem no desenvolvimento do setor mineiro.

A indústria petroquímica, ainda assim, "é uma indústria mais atrativa devido à forte procura regional, e os esforços do Governo para atraírem investimento nas áreas da produção de fertilizantes de amónia e ureia podem ganhar algum fôlego".

O problema destas áreas e de outras analisadas como possíveis alternativas, ou pelo menos complementos significativos ao petróleo, como o turismo, a agricultura, a madeira ou o setor financeiro, é que precisam de investimentos urgentes que os investidores não estão dispostos a fazer e que o Governo não tem capacidade ou vontade para implementar.

"Será preciso um montante significativo de tempo e dinheiro para desenvolver estas indústrias, portanto nenhuma apresenta uma solução económica a curto prazo", dizem os analistas.

O Governo, apontam, já percebeu que o declínio da produção petrolífera e o aumento do endividamento não conseguem garantir o crescimento económico, e é isso que explica a "promessa feita ao Fundo Monetário Internacional (FMI) de novos esforços para atrair investimento privado para o setor não petrolífero".

Só que, vincam, "ainda não são conhecidas medidas substanciais, e num contexto de resistência por parte dos interesses ocultos, a reforma vai ser, na melhor das hipóteses, lenta".

Entre 1998 e 2009, o PIB da Guiné Equatorial cresceu, em média, 24% ao ano à custa de um aumento exponencial da indústria dos hidrocarbonetos, que valia 50% do PIB e 90% das exportações e representava 85% da receita fiscal do Executivo.

Com a queda dos preços do petróleo, o abrandamento da economia e a redobrada cautela nos investimentos das maiores petrolíferas nesta área, a Guiné Equatorial perdeu a principal fonte de receita e afundou-se numa recessão que o FMI prevê que vá durar pelo menos até ao final da década.

"A diversificação dos hidrocarbonetos é a única alternativa viável para o país sair da recessão em que mergulhou em 2013", conclui a Economist.

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