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História do porto do Rio de Janeiro disponível em 'app' para telemóveis

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/07/2017 Administrator

O porto do Rio de Janeiro é um dos locais mais turísticos, desde a sua renovação, por ocasião dos Jogos Olímpicos, em 2016, mas uma nova aplicação pretende ensinar aos visitantes o seu papel na história do Brasil.

Da colonização à chegada dos barcos de escravos até aos casos mais recentes de corrupção, a 'app' - diminutivo em inglês da palavra portuguesa 'aplicação' - relata a história deste local, onde se situam dois museus e um aquário.

Lançada no final de junho pela agência não lucrativa de jornalismo de investigação Agência Pública, a aplicação "Museu de Ontem" oferece visitas do porto em português e inglês.

Inspirada no jogo Pokemon Go, a aplicação deteta a geolocalização dos utilizadores e apenas revela as histórias quando os visitantes chegam ao sítio onde os acontecimentos ocorreram.

Com mais de 160 pontos de interesse, a aplicação oferece diferentes opções.

O circuito do terror explora a escravatura, colonização e a ditadura militar do país; a visita da corrupção investiga os subornos do tempo do rei português João VI até a esquemas mais recentes.

A rota do samba explora as origens da música tradicional do Rio de Janeiro, enquanto a visita dos fantasmas evoca figuras históricas importantes que entretanto caíram no esquecimento.

"O porto do Rio contém muita da história do Brasil", disse Gabriel Roza, jornalista da Agência Pública que contribuiu para as histórias da aplicação.

"Apercebemo-nos que estas histórias não estavam presentes aqui", referiu.

Durante os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro, no ano passado, as autoridades locais promoveram as novas atrações do porto, como o Museu do Amanhã, um edifício futurista concebido pelo arquiteto espanhol Santiago Calatrava, e uma nova avenida decorada por artistas reconhecidos mundialmente.

No entanto, a cidade negligencia atrações históricas, como o Cais do Valongo, classificado como património da humanidade da UNESCO, onde milhares de escravos desembarcaram após a travessia do Atlântico.

O porto também está envolvido no processo de corrupção "Lava Jato": Eduardo Cunha, que liderou a destituição da anterior Presidente brasileira, Dilma Rousseff, está a ser investigado por acusações de ter recebido pagamentos de 16 milhões de dólares (13,8 milhões de euros) relacionados com a renovação do local.

Também o anterior presidente do município do Rio de Janeiro Eduardo Paes está a ser investigado por alegados subornos na renovação do porto.

Apesar do escândalo, a área revitalizada é considerada um dos poucos legados positivos dos Jogos Olímpicos na "cidade maravilhosa".

A aplicação, que já teve mais de 2.000 descargas, relata estas e outras histórias através de textos, mas também ilustrações, fotografias, áudio, vídeos e um mapa de 1830, quando a maior parte do porto ainda era mar.

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