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Hora de inverno chega esta noite com temperaturas de verão

Logótipo de LusaLusa 29/10/2016 Fernando Peixeiro
MÁRIO CRUZ/LUSA © LUSA / MÁRIO CRUZ MÁRIO CRUZ/LUSA

Lisboa, 29 out (Lusa) – Portugal, à semelhança de toda a União Europeia, atrasa os relógios na próxima madrugada e entra, por cinco meses, na “hora de inverno”, ainda que os últimos dias pareçam indicar que é o verão que está a chegar.

Os 30 graus de sexta-feira e de hoje, nalgumas zonas do país, são no entanto “sol de pouca dura”, já que, de acordo com as previsões do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), as temperaturas baixam a seguir ao fim de semana.

A ficar até março, no entanto, é o sol a pôr-se mais cedo e as noites aparentemente maiores, já no domingo. Na próxima madrugada, os relógios atrasam 60 minutos, às 02:00, no continente e na Região Autónoma da Madeira, e atrasam o mesmo tempo, mas à 01:00, nos Açores.

Portugal passa a estar alinhado com o tempo universal (tempo médio de Greenwich, TMG). Estar alinhado com o tempo universal significa que está no fuso horário 0 (igual ao do meridiano de Greenwich, que se convencionou usar como marcador para o tempo).

O Observatório Astronómico da Ajuda explica que a mudança da hora, com o objetivo de poupar energia, foi falada pela primeira vez há séculos (na altura para poupar velas) e um dos primeiros que a sugeriu foi o cientista, inventor e político americano Benjamim Franklin (1706-1790).

Só em 1916 se aplicou oficialmente a hora de verão e, desde aí, com interrupções e discussões sobre a sua importância. Desde 1996 que a mudança da hora acontece em todos os países da União Europeia, no mesmo momento, mas outros países que não fazem parte do grupo dos “28” escolheram seguir as mesmas normas.

Na Europa, só alguns países de Leste não atrasam os relógios uma hora, no próximo domingo, nem os adiantam em março. A Rússia está desde 2011 sem mudança de hora e, em 2014, a Crimeia, que pertencia à Ucrânia, escolheu juntar-se a Moscovo e fez da mudança para a hora russa um acontecimento nacional.

Em África a hora é inalterável na maior parte dos países, o mesmo acontecendo na Ásia, mas no continente americano há mais países que também têm hora de inverno e de verão (mas, ainda assim, são mais os que não mudam do que os que mudam).

Em Portugal, em 1992, o Governo, então chefiado por Cavaco Silva, adotou o horário da Europa central, mas a opção foi muito criticada, porque, no inverno, o sol nascia muito tarde e, no verão, era de dia até depois das 22:00. A partir de 1996, o Governo chefiado por António Guterres voltou ao antigo método.

Hoje, a questão não é polémica em Portugal. É certo que os dias a partir de agora vão escurecer mais cedo, mas também será bom ter mais uma hora nesta noite de estio, independentemente da forma de a usar. Exceto talvez para quem esteja a trabalhar. Para esses a recompensa chega em março.

FP // MAG

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