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Hospital Lisboa Oriental é "presente envenenado" se fechar outras unidades - "Os Verdes"

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/07/2017 Administrator

O grupo municipal de Lisboa do Partido Ecologista "Os Verdes" considerou hoje que o desmantelamento de seis hospitais na zona central de Lisboa, depois da entrada em funcionamento do Hospital de Lisboa Oriental constituirá "um presente envenenado".

"Podemos mesmo dizer que estamos perante um presente envenenado. Para Lisboa ter finalmente um novo hospital na periferia, tem de abdicar dos hospitais do centro histórico e isto é inaceitável", disse a deputada Cláudia Madeira, na intervenção de abertura do debate requerido pelo seu partido.

O debate de atualidade que decorreu hoje na Assembleia Municipal de Lisboa (AML) centrou-se nas Unidades Hospitalares de Lisboa Central (Capuchos, Curry Cabral, São José, D. Estefânia, Santa Marta e a Maternidade Alfredo da Costa), unidades que poderão estar em causa com a construção do novo Hospital Lisboa Oriental.

Na opinião da deputada, esta situação constitui uma "colossal negociata", dado que alguns dos hospitais em causa foram vendidos à Estamo.

Num ofício enviado à AML, a Administração Regional de Saúde de Lisboa e Vale do Tejo referiu que a nova unidade terá 875 camas deverá entrar em funcionamento em 2023.

Quanto aos hospitais centrais, a maioria continuará ligada à saúde, o que não acontecerá com o Hospital dos Capuchos.

Para o BE, "não é aceitável que não exista um plano sério e aprofundado para estes equipamentos", enquanto o PCP classificou o encerramento das unidades como "um 'tsunami' social no centro da cidade".

"É imperioso que Lisboa seja ouvida, quer os órgãos autárquicos, quer a população" neste processo, vincou o CDS-PP.

Apontando que "o novo hospital é uma necessidade", o PAN advogou que a AML não deve permitir que "o centro de Lisboa fique pior do que está neste momento em termos hospitalares".

Por seu turno, o PSD considerou que "não há dinheiro para construir novo hospital e manter os outros".

O debate culminou com a apreciação de propostas de deliberação, sendo que os deputados aprovaram (com os votos contra do PS e do Parque das Nações Por Nós - PNPN) a manifestação junto do Governo de uma "profunda preocupação relativamente à previsível perda de capacidade de resposta aos cuidados de saúde da população em razão do encerramento das unidades do Centro Hospitalar de Lisboa Central".

O documento do PCP recomendava também à Câmara de Lisboa que tentasse, junto do Governo, evitar estes encerramentos, mas este ponto foi rejeitado com os votos contra do PS, PSD e PNPN, a abstenção do CDS-PP e os votos favoráveis do BE, PCP, PEV, PAN, MPT e Cidadãos por Lisboa (eleitos nas listas socialistas).

O PEV tentou ir mais longe, tendo apresentado uma recomendação que previa a exigência ao Governo da "reversão do processo de venda dos terrenos e edifícios dos Hospitais de São José, Santa Marta, Santo António dos Capuchos e Miguel Bombarda", mas viu a proposta ser rejeitada por PS, PSD, CDS-PP e MPT.

Na mesma reunião, os deputados aprovaram por unanimidade uma recomendação da Comissão Permanente (de Cultura, Educação, Juventude e Desporto) para que a câmara "celebre um contrato com a Universidade Internacional para a Terceira Idade, que assegure a continuidade" da instituição, que conta com cerca de 800 alunos.

No final da votação, a presidente da AML, Helena Roseta, dirigiu-se aos vereadores da Câmara de Lisboa para dizer que espera que o executivo tenha tomado "devida nota destas recomendações e que [estas] se tornem em ações" municipais.

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