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Human Rights Watch acusa bancos israelitas de facilitar ocupação da Palestina

Logótipo de O Jogo O Jogo 13/09/2017 Administrator

A organização Human Rights Watch (HRW) acusou hoje os principais bancos israelitas de ajudarem a manter e a expandir os colonatos judeus em território palestiniano ocupado através do financiamento das construções.

"Os bancos israelitas estão a tomar decisões comerciais que contribuem para graves abusos contra os direitos humanos. Os seus investidores devem insistir em pedir respostas sobre as atividades que o seu dinheiro financia", apontou a diretora de campanhas em Israel e Palestina da HRW, Sari Bashi.

A organização internacional de defesa dos direitos humanos fez referência à preocupação de investidores estrangeiros relativamente às operações bancárias que estes levam a cabo em colonatos, como a concessão de empréstimos ou hipotecas para a compra de casas e terras em território palestiniano ocupado.

Por fazerem esse tipo de atividade, a HRW considera que os bancos violam as suas responsabilidades à luz do direito internacional ao não evitarem abusos como "a apropriação ilegal de terras, discriminação contra os palestinianos e a anexação de facto da Cisjordânia".

Em comunicado, a organização indica não ter encontrado leis domésticas que sustentem os argumentos invocados pelos bancos israelitas que garantem estar obrigados legalmente a fazê-lo e que, portanto, não podem cessar as suas atividades nos colonatos.

A organização internacional recorda que os colonatos são ilegais ao abrigo do direito internacional e que está proibida a utilização de terra por parte de uma potência ocupante, salvo para objetivos militares ou em benefício da população local que vive sob ocupação.

"Em virtude dos princípios regentes das Nações Unidas sobre empresas e direitos humanos, aceites pela maioria das grandes corporações, as empresas deviam abster-se de contribuir ou de beneficiar de graves violações dos direitos humanos", sublinha a HRW.

A organização internacional pediu a estas entidades para terminarem a sua atividade nestas áreas e aos investidores institucionais que exijam "responsabilidades" aos bancos nos quais investem e que estes clarifiquem o alcance das suas operações.

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