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Human Rights Watch acusa exército do Mali de "graves violações" dos direitos humanos

Logótipo de O Jogo O Jogo 08/09/2017 Administrator

As Forças Armadas do Mali cometeram "mortes extrajudiciais" e "atos de tortura" no decurso das suas operações contra os grupos armados islamitas, referiu hoje a Human Rights Watch (HRW), que também denuncia a atuação do Burkina Faso e de grupos 'jihadistas'.

"As operações militares conduzidas pelas forças armadas do Mali e do Burkina Faso para conter a crescente presença de grupos armados islamitas no centro do Mali ocasionaram graves violações dos direitos humanos", indica a HRW, em comunicado.

"Desde o final de 2016 que as forças malianas promovem mortes extrajudiciais, desaparecimentos forçados, atos de tortura e prisões arbitrárias contra homens acusados de apoiar os grupos armados islamitas", denuncia a organização de defesa de direitos humanos.

Estas violações ocorreram entre o final de 2016 e julho na região de Mopti (centro), uma zona que inquieta a ONU devido à sua "volátil situação securitária".

Abusos semelhantes também ocorreram "em menor escala" na região de Ségou, uma cidade situada 240 quilómetros e nordeste da capital Bamako.

"A lógica perversa que consiste em torturar, matar ou 'fazer desaparecer' as pessoas em nome da segurança alimenta o crescente ciclo de violência e de abusos no Mali", considerou Corinne Dufka, diretora de investigação sobre o Sahel na divisão África da HRW, e citada no comunicado.

"Os governos maliano e do Burkina Faso deveriam controlar as unidades que cometem os abusos e fazer comparecer os responsáveis perante a justiça", acrescenta o texto.

A ONG "documentou a existência de três fossas comuns que contêm os cadáveres e pelo menos 14 homens executados após terem sido detidos em dezembro por militares malianos", prossegue o documento.

Este militares também "cometeram atos de brutalidade, queimaduras e ameaças a dezenas de homens acusados de apoiarem os grupos armados islamitas", acrescenta a organização, que também se refere a "27 casos de desaparecimento forçado".

Em junho, militares do vizinho Burkina Faso também atravessaram a fronteira e detiveram cerca de 70 homens em diversas povoações malianas, acusando-os de apoiarem o grupo 'jihadista' Ansarul Islam do predicador Malam Dicko. "Os militares são suspeitos de terem incendiado bens materiais e submetido estes homens a sevícias físicas que provocaram a morte de dois detidos".

No mesmo período, os grupos armados islamitas também cometeram "graves abusos" no centro do Mali, procedendo a "execuções sumárias de civis e de miliares do exército maliano, à destruição de escolas e ao recrutamento forçado de crianças soldados, segundo a ONG, que se baseia designadamente em entrevistas realizadas com 48 vítimas de abusos e de testemunhas.

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