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Human Rights Watch acusa Ruanda de perseguir opositores após reeleição de Kagame

Logótipo de O Jogo O Jogo 29/09/2017 Administrator

A Human Rights Watch acusou hoje as autoridades ruandesas de levarem a cabo detenções, desaparecimentos e ameaças a políticos da oposição após a reeleição, no passado dia 04 de agosto, do presidente Paul Kagame, no cargo desde 2000.

"Com cada detenção, cada vez menos pessoas se atrevem a protestar contra as políticas dos abusos do Governo", explicou a diretora da Human Rigths Watch (HRW) para a África Central, Ida Sawyer, assegurando que o executivo dirigido por Kagame "não tem intenção de tolerar críticas".

A situação afeta particularmente Diane Rwigara, uma ativista que se apresentou como candidata às eleições presidenciais de agosto e que foi recusada pela Comissão Eleitoral pela suposta falsificação de documentos.

Rwigara, que foi detida no passado dia de 23 juntamente com a mãe e a irmã após cerca de um mês de "intimidações e interrogatórios", foi acusada de crimes como incitação à revolta, revelação de informações confidenciais e traição, podendo ser sentenciada a prisão perpétua.

A ativista assegurou à HRW que "tudo está relacionado com as atividades políticas" e que ela e a sua família estavam a "ser perseguidas por criticar o Governo".

Também foram detidos vários membros do partido opositor Forças Democráticas Unidas (FDU-Inkingi), entre os quais o vice-presidente, Boniface Twagirimana, por formação de grupo armado ilegal e ofensas contra o presidente Kagame.

O partido tem estado na mira do Governo desde 2010, quando a presidente Victoire Ingabire foi detida por conspiração contra o executivo e colaboração com grupo terroristas, tendo sido condenada, três anos mais tarde, a 15 anos de prisão.

Sobre as eleições, a HRW também recorda que os únicos candidatos que puderam enfrentar-se nas urnas foram Kagame, Frank Habineza e Philippe Mpayimana.

Paul Kagame, 59 anos, que lidera o Ruanda desde 2003, tem sido criticado em várias ocasiões pela dureza com que reprimiu críticos e dissidentes.

O Presidente ruandês foi reeleito em agosto para um terceiro mandato de sete anos, com cerca de 99% dos votos. Paul Kagame dirige o Ruanda desde o genocídio de 1994.

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