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Human Rights Watch denuncia campanha repressiva no Egito contra comunidade LGBT

Logótipo de O Jogo O Jogo 06/10/2017 Administrator

A organização não-governamental Human Rights Watch (HRW) denunciou hoje a campanha repressiva e mediática lançada pelas forças de segurança e pelos media egípcios contra a comunidade de lésbicas, homossexuais, transexuais e bissexuais (LGBT, sigla em inglês).

A HRW junta-se assim às críticas de várias associações de defesa dos direitos humanos contra a onda de detenções que começou após um concerto do grupo musical libanês Mashru Leila, no dia 22 de setembro, em que alguns assistentes exibiram uma bandeira multicolor que representa a comunidade LGBT.

"As forças de segurança foram implacáveis nos seus intentos de localizar e deter suspeitos de serem homossexuais ou de apoiarem os direitos dos LGBT, a maioria dos quais não estão relacionados com a questão da bandeira", assegurou a organização não-governamental (ONG), em comunicado.

A associação civil egípcia Iniciativa Egípcia para os Direitos Pessoais informou na passada quarta-feira que pelo menos 57 pessoas tinham sido detidas desde o dia 22 de setembro no Egito pela sua orientação sexual, o que descreveu como "uma campanha sem precedentes".

"O Egito deve parar imediatamente esta repressão contra um grupo vulnerável, só porque agitaram uma bandeira", considerou em comunicado a diretora da HRW para o Médio Oriente e Norte de África, Sarah Leah Whitson.

A ONG recorda que, a 04 de outubro, seis pessoas foram condenadas a entre um e seis anos de cadeia, acusadas de "libertinagem" e de "incitar a libertinagem", e mais pessoas estão a aguardar decisão judicial para os dias 12 e 29 de outubro, devido à sua orientação sexual.

A HRW também sublinhou que várias ONG egípcias denunciaram que pelo menos seis detidos foram forçados a passar por um exame anal feito por um médico, supostamente para determinar os seus hábitos sexuais.

Paralelamente, a HWR condenou o comunicado difundido a 30 de setembro pelo Conselho Supremo para a Regulação dos Media, que decidiu proibir "a promoção e a difusão de lemas homossexuais", assim como o aparecimento de homossexuais nos media.

"Dada a massiva campanha de detenções e o clima de medo, informar de maneira objetiva sobre este assunto e dar voz à comunidade LGBT é mais importante do que nunca", acrescentou Whitson.

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