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Human Rights Watch denuncia "expulsões sumárias" de refugiados sírios pela Jordânia

Logótipo de O Jogo O Jogo 02/10/2017 Administrator

A organização de defesa dos direitos do homem Human Rights Watch (HRW) denunciou hoje a "expulsão sumária" pela Jordânia de refugiados sírios para a Síria, apesar dos riscos que enfrentam no país de origem.

"A Jordânia expulsou coletivamente grupos de refugiados (...) e ignorou as reais ameaças enfrentadas por estas pessoas no seu regresso à Síria", lamentou o diretor da HRW para os direitos dos refugiados, Bill Frelick, num relatório divulgado hoje.

Segundo a organização de defesa dos direitos do homem, com sede em Nova Iorque, as autoridades jordanas expulsaram mensalmente cerca de 400 refugiados durante os primeiros cinco meses deste ano.

Entre eles, há famílias inteiras, conforme testemunhou Rouqiya, uma mãe de 30 anos questionada pela HRW.

"Eles expulsaram-nos para a Síria, a mim, ao meu marido e aos meus três filhos, sem nos darem nenhuma razão", em março de 2017, afirmou.

Segundo contou, o regresso forçado decorreu enquanto os Estados Unidos estudavam o seu caso para uma eventual relocalização e a Jordânia não permitiu a possibilidade de interpor recurso quando os levaram.

"Eles disseram-nos que nós não seríamos deportados (...) e depois encontrámo-nos no posto fronteiriço da Síria", contou.

Enquanto isso, cerca de 500 outros refugiados regressam ao seu país de origem todos os meses em "circunstâncias pouco claras".

A HRW sublinha que, de acordo com sua pesquisa de campo, membros da mesma família geralmente decidem regressar à Síria "voluntariamente" após a expulsão do chefe de família.

A HRW observa que estas expulsões coletivas aumentaram após ataques contra as forças de segurança jordanas, particularmente em 2016, e reivindicados pelo grupo radical Estado Islâmico (EI). Mas a organização sublinha que as autoridades "não forneceram provas sobre o alegado envolvimento dos deportados" nesses ataques.

A Jordânia, vizinha da Síria, acolhe mais de 650.000 refugiados sírios segundo o Alto Comissariado da ONU para os refugiados (ACNUR). Eles são cerca de 1,3 milhões, segundo Amã.

A HRW pediu à Jordânia para parar com as expulsões coletivas, mas também exortou outros países a "ajudarem generosamente" Amã, acolhendo estas pessoas que fogem da guerra.

O conflito na Síria, que começou em 2011, causou a morte de mais de 330.000 pessoas e empurrou para o exílio milhões de outras.

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