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Human Rights Watch denuncia passividade do Governo saudita perante "discurso de ódio"

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/09/2017 Administrator

A Human Rights Watch (HRW) denunciou hoje a passividade das autoridades da Arábia Saudita face ao "discurso de ódio" e à "discriminação" contra as minorias religiosas do país.

Um relatório divulgado pela ONG refere que numerosos clérigos sunitas -- o ramo do Islão dominante no país -- estão a utilizar um "discurso de ódio" contra outros grupos religiosos, em particular contra a minoria xiita, num reino ultraconservador onde a sistema legal se baseia numa rigorosa interpretação da "sharia", a lei islâmica.

"Os clérigos do Governo, todos eles sunitas, rejeitam os xiitas com frequência e estigmatizam as suas crenças e práticas", indica a HRW no documento.

Segundo a ONG, um membro do Conselho dos Clérigos, a mais alta instância religiosa do país, manifestou em público que os muçulmanos xiitas "não são irmãos" dos sunitas, antes "irmão do demónio".

A discriminação atinge o sistema educativo, onde segundo a ONG de direitos humanos se utiliza "uma linguagem velada para estigmatizar as práticas religiosas xiitas", e o sistema judicial, que "controlado pela hierarquia religiosa" submete com frequência os xiitas a um "tratamento discriminatório" ou "criminaliza-os arbitrariamente".

"Em 2015, por exemplo, um tribunal saudita sentenciou um cidadão xiita a seis meses de prisão e 60 vergastadas por ter promovido rezas xiitas em grupo na casa de seu pai, enquanto em 2014 outro tribunal declarou um homem culpado por "sentar-se com xiitas", prossegue o texto.

A HRW assinala que este género de discurso, apesar de em menor escala, também atinge outras minorias religiosas como os cristãos, judeus e muçulmanos sufis, uma corrente mística do islão sunita.

A ONG insiste que, apesar de uma "narrativa reformista" dos últimos tempos, a liderança do país continua na permitir este "discurso de ódio" nas suas instituições, "podendo provocar consequências fatais" quando grupos 'jihadistas' como o Estado Islâmico (EI) o utilizam para justificar os seus ataques.

A ONG conclui que as autoridades sauditas "devem ordenar de imediato que se deixe de utilizar o discurso do ódio dos clérigos dependentes do Estado e das instituições governamentais".

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