Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

I Liga/Balanço: FC Porto realizou uma das piores épocas da "era" Pinto da Costa

Logótipo de LusaLusa 12/05/2014 Antonio Barroso

Porto, 12 mai (Lusa) - O desempenho futebolístico do FC Porto na época finda – terceiro lugar, a 13 pontos do campeão, sete derrotas e apenas um título “secundário” conquistado – é um dos piores da “era” Pinto da Costa na presidência do clube.

É preciso recuar 13 campeonatos, ao de 2001/02, ganho pelo Sporting, para encontrar um somatório de derrotas (oito) idêntico ao do que agora termina, sendo que a prova era disputada por 18 equipas, o que retira umas décimas à percentagem relativa ao peso das perdas face aos jogos disputados.

Tal como hoje, os dragões apenas venceram a Supertaça Cândido de Oliveira, esta época arrebatada face ao Vitória de Guimarães, por 3-0. Na altura, os portistas venceram o Boavista, com Octávio Machado como treinador, substituído em janeiro de 2002 por José Mourinho.

Nessa temporada, os “dragões” ainda se qualificaram para a segunda fase da Liga dos Campeões, mas, na época finda, caíram da fase de grupos para a Liga Europa, prova em que foram afastados nos quartos de final, pelo Sevilha, adversário do Benfica na final da prova, quarta-feira, em Turim.

Por curiosidade, é preciso recuar ao campeonato de 1975/76 para encontrar o FC Porto abaixo do terceiro posto – foi quarto -, mas as sete derrotas agora averbadas, em campeonatos disputados a 16 equipas, igualam a prova disputada na época 1976/77, em que terminou no mesmo terceiro posto.

Esta época, o FC Porto trocou de treinador com dois terços de prova cumpridos – a 05 de março, dia de aniversário do técnico Paulo Fonseca -, e terminou, sob a batuta de Luís Castro, com 19 vitórias, quatro empates e sete derrotas.

O único “título” da prova que ficará estatisticamente relacionado é o de melhor goleador, conquistado pelo colombiano Jackson Martinez, com 20 golos.

Quanto às contratações da época, à exceção de Ricardo Quaresma, que regressou mais para galvanizar as bancadas e a equipa do que para resolver jogos (conseguiu-o com brilhantismo na eliminação do Nápoles, nos “oitavos” da Liga Europa), os restantes reforços da época “não pegaram”, como se exige num clube que pede competência máxima dos seus jogadores.

A que era considerada a maior esperança chegou de onde costumam chegar ídolos portistas, da Colômbia: dando pelo nome de Juan Fernando Quintero, estrela da formação “cafetera” e referenciado por nomes inquestionáveis, como Radamel Falcao e James Rodriguez.

Porém, o número 10 portista nunca convenceu Paulo Fonseca quanto à necessidade da sua utilização, como titular ou recurso, nem Luís Castro, apesar de uma aposta ou outra mais ousada (e mais cedo, a partir do banco).

O médio mexicano Herrera demorou a impor-se (foi aposta segura da fase de Luís Castro), tal como Diego Reyes, defesa central e seu compatriota, mas as exibições de ambos na fase final do campeonato auguram melhores dias.

O mesmo se pode dizer do extremo Ricardo, contratado ao Vitória de Guimarães, uma das opções mais frequentes e revelador de alguma adaptabilidade, tendo sido usado como defesa lateral.

Em sentido contrário, os portugueses Licá, Josué e Carlos Eduardo, praticamente “evaporaram-se” nos últimos dias da versão 2013/14 dos “dragões”, enquanto o argelino Ghilas foi “dando um jeito” lá na frente.

AAB // PFO

AdChoices
AdChoices
image beaconimage beaconimage beacon