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Impresa está a analisar "manifestações de interesse" em revistas do grupo

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/10/2017 Administrator

A Impresa "recebeu manifestações de interesse" sobre as revistas que poderá alienar, "as quais estão a ser analisadas", informou hoje o grupo que detém a SIC e a Visão.

"No passado mês de agosto, a Impresa informou que tinha iniciado um processo de avaliação do seu porfólio na área de 'publishing', que poderia implicar a alienação desses ativos, com vista a efetuar um reposicionamento estratégico da sua atividade", adianta o grupo, no comunicado dos resultados relativos ao terceiro trimestre deste ano, hoje divulgado.

"No seguimento dessa iniciativa, a Impresa recebeu manifestações de interesse, as quais estão a ser analisadas", prossegue, adiantando que "a esta data não foi tomada qualquer decisão resultante deste processo, pelo que não é possível apurar qualquer impacto da mesma".

Nos primeiros nove meses do ano, as receitas totais do segmento 'publishing' caíram 3,7% para 34 milhões de euros (subiram 2,5% para 11,7 milhões de euros no terceiro trimestre).

As receitas de circulação aumentaram 0,9% até setembro (17,4 milhões de euros) e 1,8% no terceiro trimestre (6,2 milhões de euros), enquanto as de publicidade diminuíram 3,1% nos nove primeiros meses do ano (14,7 milhões de euros) e entre julho e setembro cresceram 10,5% (cinco milhões de euros).

"A receita que tem vindo a ser feita no digital refletiu-se nas receitas provindas da publicidade e da circulação, representando atualmente 10,5% do total do volume de negócios da área do 'publishing', nos resultados acumulados a setembro de 2017", refere a Impresa, que é acionista da agência de notícias Lusa.

O grupo liderado por Francisco Pedro Balsemão afirma que "a evolução operacional" da Impresa durante o terceiro trimestre, "bem como as medidas de reestruturação implementadas durante os últimos trimestres, e inseridas num contexto macroeconómico mais favorável, permitem antever o cumprimento dos objetivos propostos para este ano, e o reforço da rentabilidade do grupo e, deste modo, sustentar o cumprimento dos objetivos do Plano Estratégico".

Os prejuízos da Impresa nos primeiros nove meses do ano atingiram os 165 mil euros, uma melhoria face aos 585 mil euros negativos registados em igual período do ano passado.

A Impresa refere que o resultado líquido no terceiro trimestre foi negativo em 250 mil euros, o que compara com 1,8 milhões de euros de prejuízos registados no período homólogo de 2016.

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