Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Incêndio: Comunidade Intermunicipal de Leiria diz que problema esteve na falha de comunicações

Logótipo de O Jogo O Jogo 12/10/2017 Administrator

O presidente da Comunidade Intermunicipal da Região de Leiria (CIMRL), Raul Castro, disse hoje que continua a acreditar que os erros no incêndio de Pedrógão Grande, em junho, se devem à falha nas comunicações.

"O problema é que, num curto espaço de tempo, os bombeiros ficaram sem comunicações, o que levou à dificuldade de comunicação. Para nós, esta era uma situação que já tínhamos vivido em 2013, com os incêndios de Sicó e de Leiria. Houve uma incapacidade em responder às comunicações", adiantou à Lusa o presidente da CIMRL, num comentário ao relatório da comissão técnica independente sobre os incêndios de junho em Pedrógão Grande, que foi hoje tornado público e entregue no parlamento.

Raul Castro, também presidente da Câmara de Leiria, admitiu que "este incêndio teve características diferentes" e que os bombeiros, "se calhar, não estavam tão aptos para responder a esta situação nova".

Para o presidente, "foram um conjunto de coincidências infelizes que originaram a tragédia" de Pedrógão Grande.

A descarga elétrica, como causa apontada no relatório, é para Raul Castro uma razão que "já esperava", pois a mesma "tinha sido avançada pela Polícia Judiciária na investigação inicial".

A comissão técnica independente sobre os incêndios de junho em Pedrógão Grande concluiu terem existido falhas no comando do combate ao fogo e que faltaram medidas que "poderiam ter moderado" os seus efeitos.

"As medidas que deveriam ter sido tomadas, da responsabilidade do comando, e imediatamente a seguir ao início do incêndio, poderiam ter moderado os efeitos", afirmou o presidente da comissão, João Guerreiro, após ter entregado o relatório de 296 páginas ao presidente do parlamento, Ferro Rodrigues, e aos representantes dos grupos parlamentares, na Assembleia da República, em Lisboa.

O relatório hoje entregue no parlamento analisa fogos ocorridos entre 17 e 24 de junho na região Centro.

O fogo que deflagrou em Pedrógão Grande no dia 17 de junho só foi extinto uma semana depois, tal como o incêndio que teve início em Góis (distrito de Coimbra). Os dois fogos, que consumiram perto de 50 mil hectares em conjunto, mobilizaram mais de mil operacionais no combate às chamas.

O incêndio que deflagrou Pedrógão Grande, tendo alastrado a vários municípios vizinhos, causou 64 mortos e mais de 200 feridos.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon