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Incêndios: Agricultores do Sul lançam campanha para ajudar criadores de ovinos do centro

Logótipo de O Jogo O Jogo 24/10/2017 Administrator

A associação ACOS - Agricultores do Sul lançou uma campanha solidária de recolha de alimentos para ovinos, destinados a ajudar ovinicultores afetados pelos incêndios que deflagraram no dia 15 deste mês no centro de Portugal.

Num comunicado enviado hoje à agência Lusa, a ACOS, com sede em Beja, diz estar "consternada" com a situação que a sua congénere de Oliveira do Hospital, no distrito de Coimbra, a ANCOSE - Associação Nacional de Criadores de Ovinos da Serra da Estrela, está a enfrentar após os incêndios.

Por isso, a ACOS explica que, através da campanha solidária, está "a conjugar a entrega" de alimentos para ovinos, como palha, cereais e rações, oferecidos por associados seus aos parceiros da ANCOSE.

A associação refere que, na semana passada, já seguiram para os parceiros da ANCOSE dois camiões carregados de palha, oferecida por associados seus, num processo tratado com a participação da Delegação de Beja da Cruz Vermelha Portuguesa.

A ACOS frisa que associados seus, em resposta ao seu apelo, "prontificaram-se a disponibilizar" alimentos para ovinos, mas também pessoal para os carregarem e transportarem até ao destino.

Trata-se da segunda campanha do género promovida pela ACOS, depois da lançada para recolha junto dos seus associados de alimentos para gado destinados a ajudar os agricultores do centro do país afetados pelo incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande em junho deste ano.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15 deste mês, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 45 mortos e cerca de 70 feridos, perto de uma dezena dos quais graves.

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Segundo a ACOS, "além do profundo pesar pela perda de vidas humanas", a região Centro "tem ainda que enfrentar o flagelo da destruição de bens de valor inestimável, conseguidos ao longo de gerações de trabalho, as suas habitações e infraestruturas de produção e do património florestal e animal".

"A raça ovina da Serra da Estrela é um dos patrimónios com perdas inestimáveis", refere a ACOS, indicando que se contabilizam "3.000 ovelhas mortas pelos incêndios", "muitas" das quais "representavam o efetivo completo de alguns produtores, que perderam o seu único sustento".

Além dos animais, "também ficaram destruídas infraestruturas agrícolas, ovis, cercas, pastagens, palha e outras reservas de alimentação", refere a ACOS.

Segundo a organização alentejana, trata-se de um "importante património, que foi seriamente afetado", o que "põe ainda em causa a produção do Queijo Serra da Estrela", cujo leite, proveniente daquela raça ovina autóctone, "determina a pureza" daquele produto regional com a Denominação de Origem Protegida (DOP).

A situação registada no passado dia 15 é a segunda mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

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