Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Incêndios: Arganil quer mais autóctones após eucalipto ter proliferado nos últimos três anos

Logótipo de O Jogo O Jogo 27/10/2017 Administrator

A Câmara de Arganil quer que a reflorestação avance rapidamente e com mais autóctones, depois de ter assistido a uma "proliferação" do eucalipto nos "últimos três anos", face ao regime do anterior Governo que retirou as autarquias do processo.

"Há três anos, houve uma alteração que fez com que os projetos de reflorestação ou florestação deixassem de passar pelas autarquias. Passaram a ser projetos centralizados no ICNF [Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas] e em que o município apenas pode emitir pareceres que não são vinculativos em áreas que ultrapassem os dois hectares. O que assistimos foi à proliferação de novas plantações de eucalipto", disse à agência Lusa o novo presidente da Câmara de Arganil, Luís Paulo Costa (PSD).

O eucalipto, frisou, é necessário para a economia local, mas é importante "compatibilizar com outras espécies para não se ter um barril de pólvora".

Nesse sentido, o autarca defende que o Governo deveria aproveitar o momento em que tudo ardeu para avançar rapidamente com o reordenamento da propriedade e da floresta, em que os municípios devem assumir um papel de maior intervenção.

"Seriam desejáveis algumas decisões relacionadas com a estrutura fundiária, com o emparcelamento florestal ou um regime de banco de terras, que permitisse agregar várias propriedades privadas para conseguir outro tipo de intervenção", defendeu Luís Paulo Costa.

Sobre a necessidade de uma maior presença de espécies autóctones no concelho, o presidente da Câmara de Arganil aponta para o próprio território e para as diferenças de comportamento do fogo no terreno.

Na Margaraça, onde ardeu cerca de 70% da mata nacional, "o comportamento do fogo foi muito diferente do resto da floresta".

"Enquanto na mata foi um fogo rasteiro e que se houvesse meios teria sido possível de o conter, no resto da floresta foram labaredas com alturas de seis, sete ou oito metros", sublinhou, referindo que na Margaraça a progressão do fogo foi "muito mais lenta".

Os factos "demonstram que não podem deixar as coisas conforme estão", asseverou.

Segundo Luís Paulo Costa, as medidas apresentadas pelo Governo para o apoio à reconstrução das habitações e reposição do potencial produtivo e económico estão "no bom caminho" e são "corretas", considerando que é a área da reflorestação que o deixa "apreensivo".

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon