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Incêndios: Assunção Cristas admite nova comissão técnica independente

Logótipo de O Jogo O Jogo 30/10/2017 Administrator

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, admitiu hoje a constituição de uma nova comissão técnica independente aos incêndios de outubro, ressalvando que o parlamento deve refletir sobre o melhor formato possível.

"Ouvi com muita atenção essa proposta de peritos da comissão independente e devo dizer que nós próprios estávamos a refletir sobre qual a melhor forma de apurar o que se passou nestes incêndios, até para aprendermos para o futuro. É um caminho possível, também é preciso saber se os vários técnicos independentes têm essa disponibilidade", afirmou Assunção Cristas.

A líder centrista defendeu que é preciso ter "uma leitura também técnica sobre o que se passou", sendo a constituição de nova comissão técnica independente um "formato possível" sobre o qual o parlamento deve refletir.

"Falaremos com todos os partidos porque essa iniciativa nasceu há quatro meses do PSD e teve acolhimento de todos os partidos. Creio que é preciso também conversarmos entre nós para saber se esse é um caminho viável e melhor ou se há outros caminhos possíveis, até no quadro parlamentar", sustentou.

Assunção Cristas falava aos jornalistas após uma reunião com uma delegação da UGT, na sede da central sindical, em Lisboa, a propósito do Orçamento do Estado para 2018.

Três peritos da antiga Comissão Técnica Independente ao incêndio de Pedrógão Grande defenderam à rádio TSF a necessidade de um estudo aos incêndios de outubro, que tiveram características distintas.

O CDS retomou hoje uma ronda de conversas com os parceiros sociais, que terminam na terça-feira, tendo sido recebido hoje de manhã igualmente pela Confederação do Turismo.

De acordo com Assunção Cristas, a principal preocupação transmitida pela Confederação do Turismo prendeu-se com uma "falta de visão para as empresas no Orçamento do Estado", enquanto que na reunião com a UGT foram abordadas, entre outras matérias, a penalização dos trabalhadores independentes e as cativações na Formação Profissional.

"É uma austeridade encapotada e, no caso da formação profissional, está a penalizar muitíssimo a utilização das verbas comunitárias. Muitas vezes é um fator que não permite às empresas crescerem mais, laborarem mais e alcançarem níveis mais elevados de desempenho e maior criação de emprego", defendeu Assunção Cristas.

O secretário-geral da UGT, Carlos Silva, reiterou não compreender como é que, "sendo a qualificação dos trabalhadores um dos pilares do Governo no Plano Nacional de Reformas, merece uma cativação ao nível dos centros que estão protocolados com o Instituto de Formação Profissional".

"O Governo tem de encontrar alternativas, porque as verbas vêm do Fundo Social Europeu e não têm a ver com o Orçamento do Estado. Onde é que elas estão? Para os centros não vêm", disse Carlos Silva aos jornalistas, sublinhando que os centros de formação da UGT têm a atividade reduzida a metade.

Carlos Silva insistiu ainda noutras propostas da central sindical para o Orçamento do Estado, como a criação de mais um escalão do IRS, e incentivos no IRC às empresas que se instalem no interior do país, uma proposta que ganhou mais premência com os incêndios deste ano, frisou.

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