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Incêndios: BE quer mudar estrutura governamental para juntar prevenção e combate

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/10/2017 Administrator

A coordenadora do BE, Catarina Martins, defendeu hoje a necessidade de mudar a estrutura governamental para juntar a prevenção ao combate aos incêndios, esperando que o Governo "tire responsabilidades" no Conselho de Ministros de sábado.

"Eu julgo que é difícil alterarmos o paradigma de proteção civil e de defesa da floresta sem mexermos na estrutura governativa", disse Catarina Martins numa conferência de imprensa na sede do partido, em Lisboa, e depois de uma reunião com Joaquim Sande Silva, especialista independente nomeado pela Assembleia da República por indicação do Bloco de Esquerda para a Comissão Técnica Independente que analisou os incêndios na região Centro.

A coordenadora do BE foi perentória: "eu espero que o Governo tire responsabilidades no próximo sábado [dia do Conselho de Ministros]. Não me passa pela cabeça outra coisa".

Perante a insistência dos jornalistas sobre quem é responsável por incêndios desta dimensão, Catarina Martins afirmou que "tem responsabilidade política todo o parlamento, este Governo e governos anteriores" porque "quando há um sistema que falha assim há uma responsabilidade alargada".

"Se não alterarmos a estrutura, não será por alterarmos um ou outro responsável que vamos ter o problema resolvido", respondeu quando questionada sobre as condições para ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, continuar no cargo.

Catarina Martins explicou assim que é necessário "mudar a estrutura governamental" para se "ter prevenção de incêndios - prevenção na floresta e prevenção quotidiana - e combate a incêndios com uma hierarquia mais clara, com mais profissionalização de meios e com mais capacidade de sensibilização da população".

A coordenadora bloquista quer assim que, na mesma estrutura governativa, esteja o ordenamento do território, a limpeza da floresta e o próprio combate aos incêndios.

Catarina Martins pede "menos passa culpas" e uma "estrutura mais profissional, com mais ciência ao serviço da proteção civil" e "uma cadeia mais conhecedora da floresta".

"Temos visto demasiada desorganização e demasiada incapacidade de resposta. É o próprio sistema que não está adequado", sublinhou, acrescentando que "o modelo de Proteção Civil não funciona".

Para lá do combate aos incêndios que estão em curso, a deputada do BE pede que sejam apoiados "as vítimas e as populações que perderam tudo" e que se tenha "imediatamente no território políticas de prevenção de danos ambientes com os incêndios, nomeadamente de contenção de solos e proteção da água".

A declaração da líder do BE sobre a "emergência nacional" que o país está a viver começou com a preocupação para com as populações que estão em risco.

"O Bloco de Esquerda envia as suas sentidas condolências às famílias das vítimas", afirmou, deixando, em nome do partido, um agradecimento pelo "trabalho incansável" dos profissionais no combate aos incêndios.

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