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Incêndios: Cáritas de Portalegre e Castelo Branco garante"ajuda" apesar de meios "limitados"

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/08/2017 Administrator

O presidente da Cáritas Diocesana de Portalegre e Castelo Branco, Elicídio Bilé, defendeu hoje que a instituição "não pode deixar ficar esmagada" pelo sofrimento das vítimas dos incêndios, devendo "ajudar", apesar dos "limitados" meios com que vive.

"A Cáritas vive este problema com muita preocupação, mas não pode deixar ficar esmagada pelo sofrimento que isto acarreta às pessoas e a nós próprios que vivemos o drama e que queremos ajudar e, muitas vezes, estamos limitados com os meios", disse.

Em declarações à agência Lusa, o presidente da Cáritas Diocesana de Portalegre e Castelo Branco explicou que foi "confiado" à Cáritas de Coimbra, Portalegre e Castelo Branco "mais de 1,3 milhões de euros" para ajudar as vítimas dos incêndios.

"Só à Cáritas foram confiados mais de 1,3 milhões de euros e isso manifesta a boa vontade das pessoas, a solidariedade que mostraram e a confiança que deposita na Cáritas", acrescentou.

A Cáritas Diocesana de Coimbra vai avançar com a recuperação de 40 casas de primeira habitação, ao passo que a Cáritas Diocesana de Portalegre e Castelo Branco vai reconstruir oito das 14 casas de primeira habitação afetadas pelo incêndio no concelho de Mação, entre julho e meados de agosto.

Além disso, acrescenta Elicídio Bilé, a instituição está a ajudar a reerguer duas empresas familiares em Mação, uma delas dedica-se ao restauro de móveis e a outra à limpeza de florestas, tendo sido já adquirido material para que essa segunda empresa possa laborar.

Elicídio Bilé, que considera "uma calamidade" a problemática dos incêndios num país que "nunca viveu uma situação tão drástica", relatou que 13 dos 21 concelhos que compõem a diocese de Portalegre e Castelo Branco foram fustigados pelos incêndios.

"O fogo entrou de uma forma brusca e consumiu vastas áreas de floresta e as habitações que são conhecidas. Só no concelho da Sertã todas as paróquias foram afetadas, é uma coisa avassaladora", lamentou.

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