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Incêndios: Cáritas não consegue responder a todos os pedidos de pessoas que querem ajudar

Logótipo de O Jogo O Jogo 25/10/2017 Administrator

A Cáritas Portuguesa anunciou hoje que não tem condições de transporte para responder a todos os pedidos que chegam de pessoas que querem enviar donativos para as vítimas dos incêndios na região norte e centro.

Em comunicado, a organização refere que tem sido contactada por "vários cidadãos que manifestam a sua intenção de encaminhar iniciativas de ordem pessoal", pedindo ajuda para as fazer chegar aos locais onde ocorreram os últimos incêndios.

"É gratificante a iniciativa solidária destas pessoas, mas a Cáritas Portuguesa não tem condições de transporte para responder a todas as solicitações que nos estão a ser apresentadas", afirma num comunicado publicado no seu 'site'.

Presentemente, a Cáritas está a dar resposta a um pedido, comum a todas as zonas afetadas, para fazer chegar ração para animais que "são o sustento, em termos de rendimento familiar, de uma boa parte das pessoas afetadas".

Até ao momento, foram entregues 24 toneladas de ração em Vouzela e 12 em Tondela, adianta.

"Esperamos, assim, ter suprido as legítimas ansiedades dos produtores, sabendo que, a partir de agora, de acordo com informações públicas do Ministério da Agricultura, o Governo assumirá este compromisso", sublinha o comunicado.

A Cáritas apela ainda aos portugueses para não doarem mais roupa, uma vez que as autarquias afetadas já comunicaram que não necessitam de mais donativos desta natureza.

Quanto à entrega de mobiliário, os doadores devem aguardar que haja informações sobre destinatários específicos, uma situação que acontecerá depois da finalização das intervenções nas habitações, sublinha.

"É importante ter presente um dos princípios fundamentais da solidariedade que diz que só devemos partilhar aquilo que, em igualdade de circunstâncias, gostaríamos de receber", remata a Cáritas no comunicado.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15 de outubro, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 45 mortos e cerca de 70 feridos, perto de uma dezena dos quais graves.

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 mortos e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

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