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Incêndios: Câmara de Santa Comba cancela pedido de máquinas e meios de limpeza

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/10/2017 Administrator

A Câmara de Santa Comba Dão cancelou hoje o pedido feito a privados e entidades públicas para disponibilizarem máquinas e meios de limpeza, demolição e desobstrução de edifícios em risco de ruir devido aos incêndios.

O pedido tinha sido feito na quarta-feira e teve rapidamente resposta.

"Graças a essa pronta colaboração, podemos anunciar que já não temos necessidade de manter ativo o apelo, uma vez que os meios de que dispomos são, por agora, suficientes", refere uma nota do município, agradecendo a todos os que colaboraram.

Na quarta-feira, o presidente da autarquia, Leonel Gouveia, justificou o apelo com o facto de muitas empresas e até a Câmara terem visto "a sua maquinaria ser consumida pelo fogo".

Por isso, foi pedida "maquinaria pesada para ajudar na demolição imediata de algumas fachadas em risco de derrocada", de forma que fosse assegurada a segurança de pessoas e bens.

"Temos tido grande dificuldade para reunir máquinas deste género. É necessário conciliar todos os meios, privados e púbicos, para iniciar a limpeza e a recuperação do concelho o mais rapidamente possível", acrescentou o autarca, na quarta-feira.

Cerca de 80% da mancha florestal do concelho foi consumida pelas chamas, sendo este "o maior incêndio de sempre" a afetar o município.

Cinco pessoas morreram, todas da freguesia de S. Joaninho, e arderam 15 habitações principais e mais de 50 devolutas ou segundas habitações.

Segundo Leonel Gouveia, arderam também sete ou oito empresas de pequenas dimensões na cidade.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano, segundo as autoridades, provocaram 42 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves.

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

O Governo decretou três dias de luto nacional, entre terça-feira e hoje.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, em junho, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 vítimas mortais e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

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