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Incêndios: Castelo de Paiva critica políticos de Lisboa que já deviam estar no terreno

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/10/2017 Administrator

O presidente da Câmara de Castelo de Paiva criticou hoje os políticos de Lisboa ocupados em debates quinzenais e moções de censura, quando já deviam estar no terreno a tratar dos problemas das pessoas afetadas pelos incêndios.

"Em Lisboa, não está a haver um sentimento correto, neste momento, daquilo que é prioritário, que é a atuação, a ação, porque, todo o tempo que se possa perder nesta fase inicial, vai-nos complicar cada vez mais a situação daqui por uns dias", alertou Gonçalo Rocha, em declarações à Lusa.

O incêndio que lavrou em Castelo de Paiva, no domingo à noite e na madrugada de segunda-feira, destruiu cerca de 80% da floresta do concelho e deixou desalojadas 14 famílias, cujas casas foram consumidas pelas chamas. O fogo destruiu ainda várias empresas e explorações agrícolas responsáveis por cerca de 200 postos de trabalho, segundo estima a autarquia.

Por isso, face à dimensão da tragédia que se viveu, para autarca socialista, "o debate da querela partidária é nocivo e prejudicial para a resolução dos problemas".

"Eu acho que, neste momento, é importante, sinceramente, as pessoas virem para o terreno, os representantes das várias forças políticas estarem no terreno a apoiar as pessoas, a dar soluções, a dar encaminhamento para os problemas. Isso mesmo transmiti hoje ao senhor Presidente da República", afirmou Gonçalo Rocha, que falou com o chefe do Estado por telefone.

O autarca insistiu na necessidade de haver "lucidez para rapidamente pôr os meios no terreno", porque, exclamou, não se pode deixar as populações "com um sentimento de abandono num momento tão difícil como este".

"Os debates quinzenais não resolvem problema nenhum às populações que estão desalojadas e aos trabalhadores que não sabem se vão ter futuro nas suas empresas. A moção de censura não resolve coisa nenhuma. Este não é o momento para estar a discutir moções de censura", insistiu, acrescentando: "A discussão político-partidária tem de ficar relegada para um tempo posterior".

Gonçalo Rocha reclama que "as medidas que o Governo pretende implementar devem sair de imediato", recordando que os municípios não têm recursos para fazer face a uma situação tão dramática.

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