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Incêndios: Cristas lamenta perda de vidas e diz ser necessário recuperar confiança no Estado

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/10/2017 Administrator

A presidente do CDS-PP, Assunção Cristas, lamentou hoje o "número extraordinariamente elevado" de mortes em consequência dos incêndios de domingo na zona Centro, considerando necessário recuperar a confiança no Estado no seu papel de apoio aos cidadãos.

"Essa confiança é algo que tem de ser recuperado, e tem de ser recuperado com uma ação muito forte em vários domínios", vincou Cristas, falando aos jornalistas, em Lisboa, à margem de um encontro com uma delegação da Confederação Empresarial De Portugal (CIP).

A líder do CDS sublinhou que o "trauma" de Pedrógão Grande está ainda presente, e "três meses depois" é "inexplicável" que nova "tragédia" tenha sucedido.

"A primeira palavra tem de ser sobre as vítimas, para os familiares das vítimas", salientou Assunção Cristas, que declarou posteriormente que, "se calhar, voltou a acontecer" um conjunto de falhas do Estado, à imagem do que ocorreu em Pedrógão Grande e foi registado no relatório técnico independente sobre o incêndio que em junho matou 64 pessoas.

"As coisas ainda estão muito recentes, é preciso de olhar com atenção", disse ainda a líder centrista sobre os fogos de domingo, escusando-se Cristas a falar em concreto do papel, por exemplo, da ministra da Administração Interna.

Sobre este ponto, Assunção Cristas disse somente que a posição do CDS-PP "não mudou" - no passado os centristas já pediram a demissão de Constança Urbano de Sousa, mas hoje a líder do partido optou por se centrar no apoio às famílias das vítimas e na procura de explicações para a tragédia.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 27 mortos e dezenas de feridos, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.

Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, um fogo que alastrou a outros municípios e que provocou 64 mortos e mais de 200 feridos.

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