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Incêndios: Donativos poderão ser usados para ajudar a reconstruir segundas habitações - PM

Logótipo de O Jogo O Jogo 29/10/2017 Administrator

Os donativos para apoiar as populações afetadas pelos incêndios de 15 de outubro poderão ser usados na reconstrução das segundas habitações, face à importância económica que têm para o território, disse hoje o primeiro-ministro.

"Para a revitalização de toda a economia e de toda a sociedade de muitos destes concelhos essas segundas habitações são realidades também importantes. Do ponto de vista legal, nós temos aqui muitas dificuldades de agir - muitas delas não estão cobertas por seguros - e, portanto, a reorientação desses apoios privados para essa realidade pode ser uma forma de o fazer neste momento", afirmou António Costa.

As segundas habitações, frisou, "não são simples casas de veraneio", referindo que muitos descendentes deslocam-se ao território onde cresceram ou nasceram "semanalmente e nos momentos de festa", tendo um papel "muito importante" na dinâmica social de muitos dos territórios afetados.

António Costa constatou que vários autarcas já chamaram a atenção para essa realidade, especialmente o presidente da Câmara da Pampilhosa da Serra, concelho que o líder do executivo visitou hoje e onde pôde encontrar essa mesma preocupação por parte da população de Vale Serrão, uma pequena localidade do concelho.

Segundo o primeiro-ministro, a solução vai ser discutida com os presidentes dos municípios para se encontrar uma resposta "a essas necessidades".

O primeiro-ministro falava aos jornalistas após a apresentação do modelo de reconstrução das habitações, que decorreu hoje, na Câmara Municipal da Pampilhosa da Serra, no distrito de Coimbra, onde também destacou a importância das segundas habitações nestes concelhos do interior do país.

Durante a tarde, António Costa visitou Vale Serrão, localidade onde, segundo o município, 48 habitações foram atingidas pelo incêndio de 15 de outubro, uma grande parte de segunda habitação.

As centenas de incêndios que deflagraram no dia 15, o pior dia de fogos do ano, segundo as autoridades, provocaram 45 mortos e cerca de 70 feridos, perto de uma dezena dos quais graves.

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho deste ano, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 vítimas mortais e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

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