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Incêndios: Equipa da central de biomassa de Mortágua atuou corretamente - EDP

Logótipo de O Jogo O Jogo 17/10/2017 Administrator

A equipa que esteve a combater as chamas que atingiram a Central de Aproveitamento Energético de Biomassa Florestal Residual de Mortágua atuou "de forma correta face aos acontecimentos", disse hoje à agência Lusa fonte da EDP.

Esta central, que é detida pela Altri e pela EDP, foi afetada pelos incêndios que deflagraram no domingo passado na região Centro.

"Nenhum colaborador ficou ferido, tendo toda a equipa presente no local atuado de forma correta face aos acontecimentos que se sucederam", referiu a fonte da EDP, acrescentando que "os danos materiais na central estão em avaliação".

Segundo a mesma fonte, "a operação foi suspensa até que possam ser asseguradas as condições de segurança", estando a Altri e a EDP "a controlar a situação, que está circunscrita ao parque de biomassa".

A central de Mortágua transformava anualmente 137 mil toneladas de 'lixo' florestal em eletricidade, o suficiente para cinco meses de consumo doméstico de energia no concelho de Coimbra, além de contribuir para a redução do risco de incêndio.

Localizada numa zona florestal junto à Barragem da Aguieira, no lugar do Freixo, a Central de Biomassa Florestal de Mortágua recebia diariamente cerca de 30 veículos pesados com 'lixo' florestal, proveniente da limpeza de matas e que servia de combustível para produção de energia elétrica.

Em termos de emprego em zona rural, a central criou 28 postos de trabalho diretos e mais de 100 indiretos (quem faz limpeza e destroçamento da biomassa, quem conduz os camiões que a traz, entre outros).

Inaugurada em 1999, esta central foi, no setor da energia renovável, a primeira a produzir energia elétrica a partir da biomassa florestal.

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 41 mortos e 71 feridos, 55 dos quais ligeiros e 16 graves, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas. Uma pessoa está ainda desaparecida.

O Governo decretou três dias de luto nacional, entre hoje e quinta-feira.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, em junho, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou 64 mortos e mais de 250 feridos.

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