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Incêndios: Forças Armardas com mais mil operacionais e dois meios aéreos

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/08/2017 Administrator

As Forças Armadas vão reforçar até segunda-feira com mais mil operacionais e dois meios aéreos as ações de patrulhamento e dissuasão dos principais incêndios que lavram no país, segundo o Estado-Maior General das Forças Armadas (EMGFA).

"Em virtude da previsão de agravamento das condições meteorológicas, o número de militares a empenhar em reforço às ações de patrulhamento e dissuasão será reforçado em mais cerca de 1000 operacionais e dois meios aéreos entre 18 e 21 de agosto", adianta o EMGFA em comunicado.

Esta decisão surgiu após uma reunião dos agentes de Proteção Civil (ANPC, ICNF GNR, PSP, Marinha, Exército e Força Aérea) sobre o empenhamento excecional de recursos militares, humanos e materiais, no âmbito das medidas preventivas anunciadas pelo Governo para fazer face ao estado de calamidade preventiva.

O comunicado adianta que as Forças Armadas estão a colaborar na vigilância, patrulhamento e no rescaldo dos principais incêndios que estão a fustigar o país, com um total de 590 militares.

O Exército está envolvido em 39 Missões de Patrulhamento dissuasor, com 436 militares, nos distritos de Aveiro, Braga, Leiria, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real, Viseu, Setúbal, Lisboa e Coimbra.

No terreno estão 13 Pelotões (dois da Marinha e 11 do Exército), quatro Destacamentos de Engenharia, uma equipa com cinco psicólogos e um helicóptero em alerta.

As Forças Armadas destacaram também 19 Equipas de Vigilância (duas da Marinha e 17 do Exército, num total de 75 militares) no âmbito do protocolo estabelecido entre as Forças Armadas e o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF) para a vigilância às matas e florestas nacionais -- plano FAUNOS.

A declaração de Calamidade Pública abrange todos os concelhos dos distritos de Bragança, Castelo Branco, Guarda, Vila Real e Viseu.

O estado de calamidade inclui ainda os concelhos de Águeda, Arouca, Castelo de Paiva, Sever do Vouga e Vale de Cambra (distrito de Aveiro), Almodôvar, Mértola e Odemira (distrito de Beja) e Amares, Cabeceiras de Basto, Celorico de Basto, Fafe, Póvoa de Lanhoso, Terras de Bouro, Vieira do Minho, Vila Verde e Vizela (distrito de Braga).

No distrito de Coimbra são abrangidos os concelhos de Arganil, Condeixa-a-Nova, Góis, Lousã, Miranda do Corvo, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Penacova, Penela, Tábua e Vila Nova de Poiares, enquanto no distrito de Faro abrangidos Alcoutim, Aljezur, Castro Marim, Lagos, Loulé, Monchique, Portimão, S. Brás de Alportel, Silves, Tavira e Vila do Bispo.

Alvaiázere, Ansião, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Porto Mós e Pedrógão Grande são os municípios do distrito de Leiria para os quais esta declaração está em vigor, enquanto no distrito de Portalegre é Castelo de Vide, Gavião, Marvão, Nisa e Ponte de Sor.

Já no distrito do Porto estão abrangidos os concelhos de Amarante, Baião, Felgueiras, Gondomar, Lousada, Marco de Canaveses, Paredes, Penafiel, Santo Tirso, Trofa e Valongo, no distrito de Santarém os municípios de Abrantes, Alcanena, Chamusca, Constância, Ferreira do Zêzere, Mação, Ourém, Rio Maior, Sardoal, Tomar e Vila Nova da Barquinha e no distrito de Viana do Castelo os concelhos de Arcos de Valdevez, Caminha, Melgaço, Monção, Paredes de Coura, Ponte da Barca, Ponte de Lima e Valença.

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