Ao utilizar este serviço e o conteúdo relacionado, concorda com a utilização de cookies para análise, anúncios e conteúdos personalizados.
Está a utilizar uma versão de browser mais antiga. Utilize uma versão suportada para obter a melhor experiência possível com o MSN.

Incêndios: Governo cria mecanismo de apoio a empresas turísticas com quebras na procura

Logótipo de O Jogo O Jogo 07/07/2017 Administrator

O Turismo de Portugal criou um mecanismo para apoiar as empresas do setor com quebras na procura face aos incêndios que deflagraram em Pedrógão Grande e Góis, anunciou hoje a secretária de Estado do Turismo.

"Criámos um mecanismo que possibilita o apoio à tesouraria das empresas turísticas que tenham quebras nesta fase", disse à agência Lusa a secretária de Estado do Turismo, Ana Godinho, após uma reunião pública com autarquias e operadores turísticos afetados pelo incêndio que começou em Pedrógão Grande, a 17 de junho.

De acordo com a membro do executivo, o orçamento desse mesmo mecanismo "depende das necessidades que se forem identificando".

Para a secretária de Estado, a reflorestação poderá ser determinante também para o turismo, considerando que este setor precisa "de todos para olhar em frente".

Durante a reunião foram apresentadas várias medidas de promoção do território afetado pelas chamas, estando em cima da mesa a criação de "um calendário de eventos especial para atrair mais procura", como 'trails' ou festivais de música, ficando ainda no ar a possibilidade de se criar um mapa das zonas não afetadas para quem visita a região.

À margem da reunião, o presidente da Turismo Centro, Pedro Machado, informou que há 2.025 camas na zona afetada, tendo-se registado "episódios díspares" quanto a marcações, havendo "registos de quebras, sobretudo de nacionais", e registos de reforço de reservas por parte de estrangeiros.

No entanto, a tendência é de "10% a 15% de quebras, de cancelamentos", que se procura agora recuperar "com esta campanha de promoção".

Também Pedro Machado considera que a reorganização da floresta poderá desempenhar um papel importante na atração de turistas.

"Uma floresta mais bem organizada, com vertente económica, mas também com valência para receber em melhores condições os turistas é um desafio a cumprir", frisou.

Dois grandes incêndios começaram no dia 17 de junho em Pedrógão Grande e Góis, tendo o primeiro provocado 64 mortos e mais de 200 feridos. Foram extintos uma semana depois.

Estes fogos terão afetado aproximadamente 500 habitações, 169 de primeira habitação, 205 de segunda e 117 já devolutas. Quase 50 empresas foram também afetadas, assim como os empregos de 372 pessoas.

Os prejuízos diretos dos incêndios ascendem a 193,3 milhões de euros, estimando-se em 303,5 milhões o investimento em medidas de prevenção e relançamento da economia.

Mais de dois mil operacionais estiveram envolvidos no combate às chamas que consumiram 53 mil hectares de floresta, o equivalente a cerca de 75 mil campos de futebol.

AdChoices
AdChoices

Mais de O Jogo

image beaconimage beaconimage beacon