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Incêndios: "Más políticas florestais deram estes maus resultados" - António Costa

Logótipo de O Jogo O Jogo 26/08/2017 Administrator

O primeiro-ministro, António Costa, recusou hoje antecipar os resultados da comissão técnica constituída para analisar os incêndios que deflagraram em junho, mas sublinhou que as "más políticas florestais deram estes maus resultados".

"Há algo que precisamos ter presente: boas políticas dão bons resultados, más políticas dão maus resultados. A floresta é um bom exemplo, más políticas florestais deram estes maus resultados", afirmou António Costa, em declarações aos jornalistas à chegada à "Festa de Verão" do PS, em Faro.

Sublinhando que o Governo está concentrado na missão de extinguir incêndios, apoiar as populações e reconstruir os territórios afetados e que não irá antecipar os resultados da comissão técnica independente constituída para analisar os fogos que deflagraram em junho e provocaram 64 mortos, António Costa ressalvou que "há falhas que são detetadas e são logo corrigidas".

Como exemplo, o primeiro-ministro apontou o reforço das antenas satélites, cuja aquisição já foi concretizada pela ministra da Administração Interna, congratulando-se também pelo facto de a PT estar "a trabalhar finalmente" com o Governo para se encontrar uma solução para enterrar os cabos de telecomunicações ou criar sistemas de redundância.

O primeiro-ministro defendeu, contudo, que não se pode "distrair do resto do país" e que há que assegurar "a continuidade na mudança de políticas, que está a ter bons resultados na economia".

Como "bons exemplos" da política económica do Governo, António Costa apontou a reposição dos rendimentos das famílias, os incentivos ao investimento e o desenvolvimento dos serviços públicos.

"Estão a dar bons resultados: bom crescimento económico, consolidação orçamental sustentada e emprego, emprego, emprego", salientou.

António Costa reiterou ainda que Portugal está a preparar uma estratégia de médio prazo, para conseguir, nos próximos 10 anos, dar "continuidade a este momento de convergência", que não acontecia desde a adesão ao euro.

"Não pode ser um pequeno intervalo numa longa estagnação, é necessário ser prolongado para a próxima década. Temos de construir uma década de convergência", afirmou.

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