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Incêndios: Mais de 6.700 hectares de áreas protegidas arderam este ano

Logótipo de O Jogo O Jogo 04/08/2017 Administrator

Mais de 6.700 hectares de áreas protegidas arderam nos incêndios deste ano, que queimaram mais de metade do Monumento Natural das Portas de Rodão e mais de 2.700 hectares do Parque Natural do Douro Internacional.

Segundo o relatório provisório do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), entre 01 de janeiro e 31 de julho terão ardido 6.790 hectares da Rede Nacional de Áreas Protegidas, com destaque para o Parque Natural do Douro Internacional pela maior extensão de área afetada (2.791,8 hectares, o equivalente a 1,6% da área total do parque).

O documento destaca também o Parque Natural Regional do Vale do Tua, com 1.784,3 hectares de área ardida (7,2% da área total).

O relatório do ICNF indica ainda que arderam 4,5% (149 hectares) da Paisagem Protegida da Albufeira do Azibo, em Macedo de Cavaleiros e Bragança, 3,80% da área do Parque Natural do Alvão e 3,20% do Parque Natural da Peneda-Gerês.

De acordo com o ICNF, a área protegida mais afetada face à sua extensão foi o Monumento Natural das Portas de Rodão, com 60% de área destruídos pelas chamas (579 hectares).

Até 31 de julho de 2017, segundo a cartografia do Sistema Europeu de Informação de Incêndios Florestais do Centro de Investigação Comum da Comissão Europeia (EFFIS/JRC), estima-se que arderam 7.404 hectares de terrenos submetidos ao regime florestal (cerca de 1,4%).

Segundo a mesma fonte, não há qualquer área afetada pelos fogos em matas nacionais, estando a totalidade da área ardida integrada em áreas de perímetros florestais e terrenos baldios sujeitos ao regime florestal. As áreas protegidas terrestres ocupam 712,5 mil hectares e os terrenos submetidos ao regime florestal 523 mil hectares (55 mil em matas nacionais e 468 mil em perímetros florestais).

Os incêndios florestais consumiram este ano mais de 128 mil hectares, a maior área ardida no mesmo período na última década e quase cinco vezes mais do que a média anual dos últimos dez anos.

De acordo com o relatório provisório do ICNF, entre 01 de janeiro e 31 de julho registaram-se 8.539 ocorrências (1.925 incêndios florestais e 6.614 fogachos), o 5.º valor mais elevado em 10 anos.

O distrito mais afetado no que se refere à área ardida é Leiria, com 20.348 hectares, cerca de 16% da área total ardida até à data, seguido de Coimbra, com 18.045 hectares (14% do total) e de Portalegre, com 17.437 hectares (14% do total).

O distrito de Leiria foi afetado pelo grande incêndio de Pedrógão Grande, onde morreram mais de 60 pessoas e arderam 20.072 hectares de espaços florestais (cerca de 98,6% da área ardida no distrito).

Segundo dados do ICNF, o pior ano em total de área ardida nos últimos dez anos aconteceu em 2016, quando o fogo consumiu mais de 160 mil hectares.

Quase 79% de Portugal continental encontrava-se em julho em situação de seca severa e extrema, segundo o boletim climatológico do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que ponta um ligeiro desagravamento da seca severa (passou de 72,3% para 69,6%) e um pequeno agravamento na seca extrema (passou de 7,3% para 9,2%).

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