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Incêndios: Mangualde vive momentos mais tranquilos apesar da nuvem de fumo -- autarca

Logótipo de O Jogo O Jogo 16/10/2017 Administrator

Mangualde, Viseu 16 out (Lusa) - O concelho de Mangualde vive agora momentos de maior tranquilidade, apesar de estar coberto por uma nuvem de fumo e de contar com reacendimentos pontuais e de fraca expressão, disse à agência Lusa o autarca local.

De acordo com o presidente da Câmara de Mangualde, João Azevedo, "a situação que se viveu nas últimas horas acalmou", apesar da carga de dióxido de carbono que se sente.

"Naturalmente continuamos alerta e gostaria de deixar um agradecimento aos Bombeiros Voluntários de Mangualde e às populações, que tiveram um papel decisivo neste combate. Se as populações não se tivessem empenhado, a situação não tinha sido esta", referiu.

Os incêndios que atingiram desde domingo o concelho de Mangualde não causaram qualquer vítima. No entanto, contam-se "muitos danos materiais", em habitações e em indústrias.

"Ardeu mais de uma dezena de casas devolutas e segundas habitações, embora não tenha informação de qualquer habitação principal. Temos quatro indústrias afetadas, duas delas violentamente afetadas: a Sonae Indústria e a Mr. Reboques", informou.

O autarca de Mangualde informou ainda que a Infraestruturas de Portugal e a EDP se encontram "a normalizar os canais de ligação no concelho", de forma a "repor a normalidade e levar tranquilidade às pessoas".

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 32 mortos e dezenas de feridos, além de terem obrigado a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

O primeiro-ministro, António Costa, anunciou que o Governo assinou um despacho de calamidade pública, abrangendo todos os distritos a norte do Tejo, para assegurar a mobilização de mais meios, principalmente a disponibilidade dos bombeiros no combate aos incêndios.

Portugal acionou o Mecanismo Europeu de Proteção Civil e o protocolo com Marrocos, relativos à utilização de meios aéreos.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, no verão, um fogo que alastrou a outros municípios e que provocou 64 vítimas mortais e mais de 200 feridos.

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