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Incêndios: Ministro da Agricultura diz que Governo vai dar resposta imediata à alimentação animal

Logótipo de O Jogo O Jogo 23/10/2017 Administrator

Vila Nova de Poiares, Coimbra, 23 (Lusa) - O Governo vai dar resposta imediata à alimentação dos animais das explorações afetadas pelos incêndios de 15 de outubro através da criação de cinco plataformas logísticas, disse hoje o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, Capoulas Santos.

Segundo o governante, que falava em Vila Nova de Poiares, no distrito de Coimbra, no final de uma reunião com autarcas e representantes dos agricultores dos concelhos atingidos pelos fogos, "talvez, já a partir de quarta-feira, seja possível começar a distribuir alimentos".

Capoula Santos, que se fez acompanhar pelo ministro do Planeamento e das Infraestruturas, adiantou que as cinco plataformas vão ser instaladas nos municípios de Monção, Tondela, Vagos, Vila Nova de Poiares e Gouveia.

O ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural salientou que "os agricultores fizeram 'stocks' para a alimentação de animais, mas infelizmente os incêndios destruíram esses stocks e é por isso que se irá a recorrer a soluções de emergência para os repor".

"Estamos num ano extremamente seco, em que a penúria de alimentos já era muito grande, e parte dos 'stocks' de Inverno já estavam a ser consumidos e agora esta tragédia destruiu o restante e as pastagens", sublinhou.

De acordo com Capoulas Santos, que presidiu à reunião que demorou cerca de três horas, "há uma grande vontade de todos" de "trabalhar em conjunto, tão rapidamente quanto possível, para, numa primeira fase, aliviar o sofrimento e para relançar, não só a esperança, mas relançar a vida e a economia".

A reunião de hoje teve como objetivo coordenar a logística e as operações necessárias à execução das medidas de apoio aos agricultores, nomeadamente o apoio de emergência à alimentação animal.

As centenas de incêndios que deflagraram a 15 de outubro, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram pelo menos 44 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves, nas regiões Centro e Norte.

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas.

Esta foi a segunda situação mais grave de incêndios com mortos em Portugal, depois de Pedrógão Grande, em junho, quando o fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo dados oficiais, 64 mortos e mais de 250 feridos, morrendo ainda uma mulher atropelada quando fugia deste fogo.

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