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Incêndios: Passos acusa Governo de impor "lei da rolha" aos serviços de Proteção Civil

Logótipo de O Jogo O Jogo 18/07/2017 Administrator

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, acusou hoje o Governo de impor a "lei da rolha" aos serviços de proteção civil, por ter como "política primeira a da comunicação".

"Esse é o tempo que vivemos hoje, o tempo da demagogia política e é o tempo em que a política primeira, preferida, da maioria e do Governo é a da comunicação. Não vá a comunicação falhar, tivemos hoje notícia, provavelmente a última, de que a lei da rolha se deverá observar em matéria de serviços de proteção civil", criticou Passos Coelho, no seu discurso no jantar do grupo parlamentar do PSD.

A Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) anunciou hoje que vai fazer a partir de quarta-feira dois "briefings" diários, incluindo aos fins de semana, sobre os incêndios no país, um de manhã e outro ao final do dia.

"Assim é mais fácil ser bem-sucedido na política de comunicação: é essencial que não haja notícias e depois espera-se que as que são captadas pela realidade não sejam tão más", disse, lamentando que as vítimas dos incêndios de Pedrógão Grande ainda não tenham visto "um tostão" do apoio solidário dos portugueses.

"Vivemos, portanto, um tempo de demagogia, de dissimulação, com grande destaque à preocupação com a política de comunicação", resumiu, dizendo temer que nada mude na próxima metade da legislatura.

O líder do PSD acusou ainda o Estado de "continuar a falhar", referindo-se a novos erros de coordenação e falhas no SIRESP nos incêndios de Alijó.

"Já começa a ser um bocadinho cansativo no parlamento estar a exigir às pessoas que digam o que estão a fazer em vez de se passearem, como se se tratasse de um cenário, pelos locais da tragédia", criticou.

Para os próximos dois anos de Governo PS - que disse acreditar que cumpra a legislatura -, Passos Coelho deixou um desejo: "Que nos poupassem às promessas e fizessem, porque o país não pode viver eternamente daquilo que já se fez no passado e digerir as reversões que já foram feitas. É necessário muito mais para o futuro".

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