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Incêndios: PCP da Guarda pede "respostas necessárias" no apoio às populações

Logótipo de O Jogo O Jogo 19/10/2017 Administrator

A Direção da Organização Regional da Guarda (DORG) do PCP defendeu hoje que os órgãos autárquicos do distrito devem garantir as "respostas necessárias" para apoiar as populações atingidas pelos incêndios de domingo e de segunda-feira.

Em comunicado hoje enviado à agência Lusa, o PCP considera que "os diversos órgãos autárquicos que agora começam a ser instalados devem no imediato tomar diligências, no quadro das suas competências, para as respostas necessárias no apoio às populações e aos meios disponíveis, particularmente os bombeiros".

"Estas dramáticas situações dos incêndios coexistem com o grave problema da seca com incidências várias no distrito da Guarda, exigindo um conjunto de medidas a curto e médio prazo que precisam ser consideradas e implementadas, acrescendo a todas aquelas que precisam agora ser urgentemente acionadas para que os resultados dos incêndios não resultem em mais tragédia aquando das chuvas e da erosão dos solos", sublinha a DORG.

A estrutura distrital do PCP da Guarda assinala que a tragédia que assolou o país e o distrito resultou em "milhares de hectares ardidos, casas e explorações agrícolas destruídas, atividades económicas afetadas e a lamentável perda de vidas humanas".

A todas as populações afetadas, às vítimas e aos familiares atingidos, o PCP manifesta "o seu pesar e a sua mais profunda solidariedade".

"Aos que, em todas as áreas da proteção civil, designadamente aos bombeiros e às forças de segurança, intervieram e intervêm ainda para minimizar danos e prejuízos, queremos transmitir o nosso mais profundo reconhecimento", lê-se na nota.

A Comissão Concelhia da Guarda do PCP também refere em comunicado que é necessário "apoiar as famílias que perderam os seus bens, repor infraestruturas e equipamentos públicos destruídos e promover a rápida recuperação do potencial económico perdido".

"É também fundamental acautelar urgentemente as consequências que a erosão provocada pelos incêndios pode acarretar, nomeadamente o risco de desabamentos, derrocadas e inundações com a chegada das chuvas, nomeadamente em vias públicas, como a Estrada Nacional 18, entre outras", salienta.

A concelhia comunista entende ainda "que o futuro da floresta e o combate aos incêndios florestais passam, necessariamente, pela afetação de meios para a prevenção, pela articulação entre prevenção e combate, pela efetivação do ordenamento florestal, pela reflorestação com espécies autóctones e por políticas que promovam a atividade económica e o regresso das populações ao meio rural".

As centenas de incêndios que deflagraram no domingo, o pior dia de fogos do ano segundo as autoridades, provocaram 42 mortos e cerca de 70 feridos, mais de uma dezena dos quais graves.

Os fogos obrigaram a evacuar localidades, a realojar as populações e a cortar o trânsito em dezenas de estradas, sobretudo nas regiões Norte e Centro.

O Governo decretou três dias de luto nacional, entre terça-feira e hoje.

Esta é a segunda situação mais grave de incêndios com mortos este ano, depois de Pedrógão Grande, em junho, em que um fogo alastrou a outros municípios e provocou, segundo a contabilização oficial, 64 vítimas mortais e mais de 250 feridos. Registou-se ainda a morte de uma mulher que foi atropelada quando fugia deste fogo.

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